Nesta terça-feira (16), o governador Tarcísio de Freitas se uniu ao prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para anunciar o rompimento do contrato com a concessionária de energia Enel, que nos últimos anos, se tornou alvo de diversas polêmicas.
A medida foi adotada após uma reunião realizada no Palácio dos Bandeirantes, na qual os representantes foram apresentados a documentos que comprovam a “ineficiência” da empresa italiana em todos os municípios paulistas em que ela era responsável pelo fornecimento de energia.
Conforme relatado pelo portal BBC, na ocasião, Tarcísio teria reconhecido que a Enel já não possui mais condições de continuar assumindo o serviço em São Paulo, carecendo tanto de compromisso quanto de estrutura.
Já Nunes não apenas reforçou o argumento, como ainda acrescentou que a decisão pode finalmente abrir caminho para uma empresa que esteja em melhores condições para atender a população de todas as regiões em que a companhia atuava.
A pedido do MME, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) dará início ao chamado processo de caducidade, que é o tipo de sanção mais grave a que uma concessionária pode ser submetida. Até o momento, não se sabe quando o procedimento será finalizado.
Enel reage à decisão do governo
A Enel encaminhou, nesta quarta-feira (17), uma nota à BBC, na qual afirmou apoiar a realização de uma avaliação abrangente para enfrentar, de maneira estrutural, os desafios do fornecimento de energia em uma cidade populosa como São Paulo.
De acordo com a concessionária, as mudanças climáticas estão expondo a região da Grande São Paulo a eventos meteorológicos cada vez mais extremos, o que vem dificultado ainda mais o serviço. Contudo, a avaliação pode servir para assegurar a priorização das necessidades da população.
Além disso, a empresa ainda alegou estar disposta a realizar “investimentos maciços” na rede de distribuição, em parceria com as instituições envolvidas, e afirmou ter tomado medidas para lidar com as consequências de um ciclone que, há dias, afetou o fornecimento de energia da população. Apesar disso, o governo parece seguir convicto na decisão de rompimento de contrato.






