Trabalhadores dos Correios em nove estados brasileiros iniciaram uma greve por tempo indeterminado em protesto contra a ausência de reajuste salarial e a falta de definição de um novo acordo coletivo.
A paralisação começou nesta semana e envolve agências e funcionários da estatal em diferentes regiões do país, ampliando a pressão sobre a empresa em meio às negociações trabalhistas.
9 estados estão com os Correios em greve por falta de reajuste salarial
A mobilização foi anunciada por sindicatos que representam empregados dos Correios nos estados do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Nessas localidades, parte dos trabalhadores suspendeu as atividades como forma de contestar medidas adotadas pela empresa e cobrar avanços nas negociações salariais e de benefícios.
Ao todo, a estatal possui 36 sindicatos de trabalhadores, e pouco mais de um terço deles aderiu ao movimento grevista.
Na prática, a greve significa que algumas unidades podem operar com equipes reduzidas, especialmente em centros de distribuição e agências onde a adesão foi maior.
Apesar disso, a paralisação não é total. Segundo os Correios, a maioria dos funcionários segue trabalhando, o que tem permitido a manutenção do atendimento ao público e da entrega de encomendas e correspondências em todo o território nacional.
A empresa afirma que cerca de 91% do efetivo permaneceu em atividade no primeiro dia do movimento.
Motivo da greve de funcionários dos Correios e o que diz a empresa
Os sindicatos alegam que a greve é uma resposta direta à falta de um acordo coletivo que contemple a recomposição das perdas salariais causadas pela inflação.
Além disso, os trabalhadores defendem a manutenção de benefícios previstos em acordos anteriores e a ampliação de algumas vantagens, como percentuais mais altos para férias e trabalho aos fins de semana, além da concessão de um abono específico reivindicado pela categoria.
Do lado da empresa, a direção dos Correios afirma que adotou medidas de contingência para reduzir possíveis impactos operacionais e garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais para a população.
Em nota, a estatal destacou que o movimento tem caráter parcial e localizado, concentrando-se nos nove estados mencionados, e reforçou o compromisso com o diálogo e com a sustentabilidade financeira da companhia.
Ainda segundo os Correios, o Tribunal Superior do Trabalho apresentou uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o período de 2025 a 2026.
A sugestão prevê validade de dois anos e, de acordo com a empresa, busca preservar direitos e benefícios dos empregados, mesmo diante de um cenário econômico considerado desafiador.
A proposta deve ser analisada e votada em assembleias das entidades representativas dos trabalhadores, enquanto a greve segue sem prazo definido para terminar.





