Uma empresa do setor de suplementos alimentares, localizada em Tatuí, no interior de São Paulo, está sendo alvo de uma investigação por supostamente comercializar um ingrediente importado sem a devida autorização legal.
A apuração é conduzida pela Polícia Civil, com apoio da Vigilância Sanitária municipal e acompanhamento do Ministério Público.
Empresa de suplementos alimentares é investigada por comercialização ilegal
A empresa investigada é a Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios LTDA. A investigação teve início após a denúncia de um cliente que adquiriu um lote de 25 quilos de extrato de laranja moro por um valor muito inferior ao praticado no mercado.
O produto foi vendido por cerca de R$ 160 o quilo, enquanto a versão legal do mesmo insumo, conhecida comercialmente como Morosil, custa aproximadamente R$ 1.900 por quilo. A diferença de preço acendeu o alerta sobre a procedência do material.
O extrato de laranja moro é um ingrediente utilizado na formulação de suplementos alimentares com promessa de auxiliar na perda de gordura abdominal e no controle de peso.
Ele é extraído de uma variedade específica de laranja vermelha cultivada na região da Sicília, na Itália, e se destaca por seu alto teor de antocianinas e vitamina C.
Apenas uma empresa, a italiana Bionap SRL, é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a produzir e exportar esse insumo para o Brasil.
Somente uma empresa no Brasil possui autorização para comercializar o insumo
De acordo com o inquérito policial, a única distribuidora oficialmente habilitada a comercializar o Morosil no território brasileiro é uma empresa com sede em Campinas (SP), que detém contrato de exclusividade com a fabricante italiana.
Foi essa distribuidora que, ao tomar conhecimento da oferta irregular em Tatuí, enviou amostras do produto para análise em um laboratório na Itália. O laudo confirmou que o material vendido pela Sylvestre não corresponde à composição original do Morosil.
A Sylvestre, em nota enviada à imprensa, afirmou ter fornecido toda a documentação necessária aos órgãos fiscalizadores e declarou estar confiante na legalidade de suas atividades. A empresa também reforçou seu compromisso com a integridade nas relações comerciais e disse estar colaborando com as investigações.
As autoridades informaram que o caso corre sob segredo de Justiça e que novas diligências estão em andamento para apurar o possível crime contra a saúde pública.






