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Distribuição de Mounjaro nessa cidade pode ficar gratuita

Por Leticia Florenço
04/05/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Mounjaro - Reprodução

Mounjaro - Reprodução

A Câmara de Vereadores de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, aprovou em primeira votação um projeto de lei que pode transformar o acesso ao tratamento de diabetes tipo 2 para crianças e adolescentes da rede pública municipal.

A proposta autoriza a distribuição gratuita da tirzepatida, princípio ativo comercializado como Mounjaro, para pacientes de 10 a 17 anos atendidos pelo sistema municipal de saúde.

A iniciativa, de autoria do presidente da Casa, vereador Marcos Lima (União Brasil), representa um passo importante para ampliar o acesso a um medicamento de alto custo que tem se destacado internacionalmente por sua eficácia no controle glicêmico e no tratamento da obesidade associada ao diabetes.

Proposta mira tratamento moderno na rede pública

O texto prevê que a prefeitura estabeleça protocolos específicos para a oferta do medicamento nas Unidades de Saúde da Família (USFs), incluindo critérios médicos, acompanhamento contínuo e integração com outras estratégias de saúde, como orientação nutricional e prática de atividades físicas.

Caso seja aprovado em todas as etapas legislativas e sancionado pelo Executivo, o projeto poderá colocar Feira de Santana entre os primeiros municípios brasileiros a incorporar uma terapia de ponta no atendimento público para jovens com diabetes tipo 2.

Medicamento de alto custo gera debate sobre acesso

O Mounjaro tem sido amplamente procurado por pacientes devido aos resultados expressivos no controle da glicose e na redução de peso corporal. No entanto, o preço elevado ainda restringe o acesso de grande parte da população.

Nesse contexto, a proposta surge como alternativa para democratizar o tratamento, especialmente entre famílias de menor renda, ao mesmo tempo em que levanta discussões sobre viabilidade financeira, sustentabilidade orçamentária e logística de distribuição.

Embora considerado promissor, o uso da tirzepatida exige prescrição e monitoramento médico devido a possíveis efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e alterações gastrointestinais.

A eventual implementação do programa dependerá da criação de diretrizes clínicas rígidas para evitar uso inadequado e garantir segurança aos pacientes.

Impacto pode ultrapassar limites municipais

A aprovação inicial do projeto chama atenção por seu potencial de influenciar outras cidades brasileiras. Se implementada com sucesso, a medida pode servir de referência para novas políticas públicas voltadas à incorporação de medicamentos inovadores no tratamento de doenças crônicas.

Além do benefício direto aos pacientes, especialistas apontam que o investimento em terapias preventivas pode reduzir complicações futuras, internações hospitalares e custos mais elevados para o sistema público de saúde.

Próximas etapas ainda definirão futuro da medida

Apesar da repercussão, o projeto ainda precisa passar por novas votações na Câmara Municipal antes de seguir para análise do prefeito.

Até lá, o debate deve envolver questões econômicas, técnicas e sociais, principalmente diante da crescente demanda por tratamentos modernos e da pressão sobre os cofres públicos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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