O governo federal deu início à implementação da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) e, desde então, uma dúvida passou a circular entre os brasileiros: afinal, quem não fizer o novo documento corre o risco de ter o RG cancelado?
A mudança no sistema de identificação trouxe avanços importantes, mas também levantou questionamentos sobre prazos, validade e o futuro do número de RG usado há décadas no país.
Descobrimos se o RG vai ser cancelado de quem não fez a Carteira de Identidade
A Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, surge como parte de um projeto de modernização dos registros civis.
O principal objetivo é acabar com a fragmentação que existia até então, quando uma mesma pessoa podia ter diferentes números de RG dependendo do estado onde o documento era emitido.
Com o novo modelo, o CPF passa a ser o único número de identificação civil válido em todo o território nacional, funcionando como um identificador único e definitivo.
Na prática, isso significa que o número de RG, como era conhecido, deixa de existir como registro independente. No entanto, isso não quer dizer que o documento antigo seja automaticamente cancelado para quem ainda não fez a nova carteira.
Segundo as regras estabelecidas pelo governo, o RG tradicional continuará válido até o ano de 2032. Até lá, ele seguirá sendo aceito normalmente em bancos, órgãos públicos, hospitais e demais instituições.
Existe ainda um ponto importante que tranquiliza parte da população. Pessoas com 60 anos ou mais não serão obrigadas a trocar o documento. Para esse grupo, o RG antigo continuará válido por tempo indeterminado, sem necessidade de atualização para a CIN.
Novidades da nova identidade
A nova carteira traz mudanças além da numeração. Ela unifica dados, adota padrões nacionais de segurança e inclui recursos como QR Code, que permite verificar a autenticidade das informações de forma rápida.
O documento pode ser emitido em papel, cartão rígido ou acessado digitalmente pelo aplicativo gov.br, todos com a mesma validade legal.
A emissão da primeira via é gratuita em todo o país. Já a segunda via pode ter custo, dependendo das regras de cada estado.
A coleta de biometria facial e, quando possível, digital, faz parte do processo e será essencial nos próximos anos, especialmente para o acesso a programas sociais e serviços públicos.
Portanto, quem ainda não solicitou a Carteira de Identidade Nacional não terá o RG cancelado de imediato. A transição foi planejada para ser gradual, permitindo adaptação sem prejuízos.
A recomendação do governo é que a população faça a troca ao longo do tempo, antes do prazo final, garantindo acesso pleno aos serviços e maior segurança na identificação.






