Brasileiros que ainda utilizam o modelo antigo da carteira de identidade precisam ficar atentos a uma nova obrigação relacionada à documentação civil no país.
O governo federal está conduzindo a transição para a Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, que passa a ser o padrão oficial em todo o território brasileiro e traz mudanças relevantes na forma de identificação dos cidadãos.
Brasileiros com identidade antiga precisam saber da nova obrigação
A principal alteração está no número do documento. Com a nova carteira, o CPF passa a ser a única numeração válida para identificação civil, substituindo definitivamente os antigos registros gerais emitidos separadamente por cada estado.
Na prática, isso elimina a possibilidade de uma mesma pessoa ter diferentes números de RG ao longo da vida, situação que gerava confusão em cadastros públicos, bancos e programas sociais.
A Carteira de Identidade Nacional foi criada para padronizar informações e aumentar a segurança dos dados pessoais. O documento reúne nome, filiação, data de nascimento e número do CPF em um único registro nacional, integrado aos sistemas federais.
Além disso, a CIN conta com recursos tecnológicos que facilitam a verificação de autenticidade, como um QR Code que pode ser lido por celulares e equipamentos oficiais, reduzindo o risco de fraudes.
Todos os brasileiros podem solicitar a nova carteira, independentemente da idade. A emissão da primeira via é gratuita no formato em papel e também na versão digital, que fica disponível no aplicativo GOV.BR.
Alguns estados oferecem ainda a opção em cartão rígido de policarbonato, semelhante a um cartão bancário, que pode ter cobrança conforme regras locais. Segundas vias e renovações também podem gerar custos, dependendo da legislação estadual.
Todos os brasileiros devem fazer a troca da identidade até o fim do prazo
Apesar de a troca não ser obrigatória de forma imediata para toda a população, existe um prazo final. A carteira de identidade antiga continuará válida até fevereiro de 2032.
Após essa data, apenas a CIN será aceita como documento oficial de identificação em todo o país. Há, no entanto, grupos que precisarão se antecipar.
Pessoas que recebem benefícios sociais e ainda não possuem biometria registrada deverão emitir a nova identidade a partir de 2026 para manter o acesso aos auxílios.
Para fazer a troca, o cidadão deve procurar o Instituto de Identificação ou a Secretaria de Segurança Pública do seu estado. É necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento, física ou digital, para a conferência dos dados.
No atendimento, são coletadas informações biométricas, como foto facial e, quando possível, impressões digitais.
A recomendação do governo é não deixar a substituição para os últimos anos. A antecipação evita filas, imprevistos e possíveis dificuldades em situações que exigem identificação atualizada.
A nova carteira marca uma mudança estrutural no registro civil brasileiro e deve impactar diretamente o acesso a serviços públicos e privados nos próximos anos.






