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Depressão poderá ser curada com implante cerebral do tamanho de uma amora

Por Yasmin Henrique
30/04/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Depressão poderá ser curada com implante cerebral do tamanho de uma amora

(Foto: reprodução/Resource Database/Unsplash)

A Motif Neurotech apresentou um novo implante cerebral, desenvolvido para o tratamento da depressão grave, com foco em pacientes que não obtêm resposta satisfatória a medicamentos.

O dispositivo já recebeu autorização da Food and Drug Administration para iniciar testes em humanos, por meio de uma permissão específica destinada a estudos clínicos iniciais.

O estudo, batizado de RESONATE, será realizado em até oito centros médicos nos Estados Unidos, incluindo instituições como Baylor College of Medicine e New York University.

A expectativa é acompanhar cerca de 10 participantes durante um período de 12 meses, avaliando não apenas a segurança do implante, mas também sua eficácia na redução dos sintomas depressivos, além dos efeitos sobre qualidade de vida, níveis de ansiedade e desempenho cognitivo.

Implante cerebral contra a depressão

Características do dispositivo

  • Chamado DOT, tem tamanho semelhante ao de uma amora.
  • Implantado no crânio, acima da dura-máter, sem contato direto com o cérebro.

Tecnologia utilizada

  • Funciona com energia magnetoelétrica sem fio.
  • Dispensa baterias internas, reduzindo riscos cirúrgicos.
  • Emite estímulos elétricos direcionados à rede executiva central do cérebro.

Objetivo terapêutico

  • Ativar áreas cerebrais hipoativas no transtorno depressivo maior.
  • Atuar em funções cognitivas de alto nível.

Controle e funcionamento

  • Estimulação controlada por um dispositivo externo em formato de boné.
  • O boné alimenta o implante e regula a dose de estímulo.

Aplicação e uso

  • Procedimento ambulatorial, com duração média de 20 minutos.
  • Tratamento pode ser realizado em casa.
  • Sessões iniciais de 10 a 20 minutos, várias vezes ao dia.
  • Possível resposta clínica em até 10 dias, segundo a empresa.

Abordagens

Em comparação com outras abordagens, o dispositivo se destaca por ser menos invasivo que a estimulação cerebral profunda e mais prático que a estimulação magnética transcraniana, ao exigir menos sessões presenciais.

A tecnologia também se apoia em métodos de estimulação elétrica já utilizados há décadas, como a terapia eletroconvulsiva.

A empresa prevê versões futuras capazes de monitorar a atividade cerebral em tempo real, viabilizando tratamentos mais personalizados e baseados em dados objetivos.

A Motif Neurotech atua em um mercado em expansão de interfaces cérebro-computador, ao lado de Neuralink e Synchron, com foco em transtornos mentais e potencial de superar US$ 25 bilhões até 2034.

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Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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