Após anos de abandono, um dos mercados mais tradicionais do Rio de Janeiro volta a funcionar, trazendo nova vida ao bairro de Laranjeiras e reforçando o compromisso da cidade com a preservação de sua memória e o estímulo à cultura local.
O espaço, que esteve fechado por sete anos, foi reaberto ao público com nova gestão, estrutura reformada e uma proposta voltada à gastronomia artesanal e à convivência comunitária.
Depois de ficar muito tempo fechado, mercado reabre as portas no Brasil
Trata-se do Mercado São José, conhecido pelos cariocas como Mercadinho São José, fundado em 1944 com o objetivo de oferecer alimentos a preços acessíveis durante o período da Segunda Guerra Mundial.
Instalado em uma antiga construção do século XIX, que já funcionou como senzala e celeiro de fazenda, o imóvel foi tombado como patrimônio cultural em 1994.
Apesar de sua relevância histórica e afetiva, o mercado acabou se deteriorando ao longo das décadas, até ser fechado em 2018, após uma disputa judicial com o INSS, então proprietário do imóvel.
A reviravolta veio em 2023, quando a Prefeitura do Rio adquiriu o prédio e o terreno ao lado por R$ 3 milhões. A partir dessa aquisição, iniciou-se um projeto de recuperação do espaço, que culminou na reabertura oficial no dia 21 de setembro de 2025.
A gestão do novo mercado ficou a cargo de um consórcio formado pela Engeprat e pela Junta Local, coletivo especializado em curadoria de pequenos produtores e gastronomia independente.
Novo mercado oferta boxes, lojas e restaurantes
O Novo Mercado São José agora abriga 16 empreendimentos distribuídos entre boxes, lojas e restaurantes. O espaço passou por ampla reforma: ganhou um anexo com três andares, elevador, ambientes climatizados e um terraço ao ar livre.
No térreo, os boxes mantêm o espírito do mercado tradicional, com produtos orgânicos, queijos artesanais, confeitaria de autor e opções veganas. Já os andares superiores reúnem bares e restaurantes com cardápios variados, que valorizam ingredientes locais e receitas familiares.
Mais do que um centro comercial, o mercado ressurge como ponto de encontro cultural, com apresentações musicais, eventos gastronômicos e ações que promovem a economia criativa.
A iniciativa reforça a importância de recuperar espaços históricos e devolvê-los à população com propósito e vitalidade renovados.






