O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a segunda edição do levantamento “Nomes no Brasil”, trazendo dados atualizados sobre os nomes próprios e sobrenomes mais frequentes em municípios, estados e em todo o país, com base nas informações do Censo Demográfico de 2022.
A pesquisa oferece um panorama detalhado da distribuição de nomes no território nacional, permitindo observar padrões regionais, tendências ao longo do tempo e variações na popularidade de determinados nomes. A principal novidade desta edição é a inclusão dos sobrenomes, o que amplia significativamente a compreensão sobre a formação e a circulação dos nomes no Brasil.
Sobrenomes do Brasil
A plataforma permite consultas detalhadas por gênero, faixa etária e letra inicial, além de gerar rankings de nomes e sobrenomes em nível municipal, estadual ou nacional. Segundo o Censo 2022, o Brasil registra mais de 140 mil nomes próprios e mais de 200 mil sobrenomes. Entre os nomes mais frequentes, Maria e José permanecem no topo, enquanto Silva é o sobrenome mais comum, presente em 16,76% da população.
A atualização também possibilita acompanhar tendências ao longo do tempo: nomes como Osvaldo e Terezinha apresentam queda na popularidade, com idades medianas de 62 e 66 anos, ao passo que Gael e Helena estão em ascensão, com idades medianas de 1 e 8 anos, respectivamente.
Além disso, a ferramenta inclui o “Jogo dos Nomes”, que permite aos usuários descobrir em quais regiões do país pessoas receberam nomes semelhantes aos seus, e o mapa-múndi “Nomes no Mundo”, que possibilita comparar a frequência de nomes e sobrenomes no Brasil com a de outros países.
Ranking do IBGE
Para garantir a privacidade dos cidadãos, o IBGE adota sigilo estatístico, ocultando informações de nomes ou sobrenomes com menos de 20 registros no país e restringindo a divulgação de dados geográficos quando os registros não atingem um número mínimo por estado ou município.
O levantamento considera o primeiro nome informado nos domicílios durante o Censo de 2022, contabiliza a frequência dos sobrenomes e trata variações de grafia, como Ana e Anna, além de ajustes relacionados a sinais diacríticos em nomes como Antônio e Luís.






