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Como um hábito fofo ajudou mãe a perceber autismo em sua filha

Por João Carlos Gomes
05/12/2025
Em Geral
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Foto: Manuel Schinner/Unsplash

Foto: Manuel Schinner/Unsplash

Apesar de ter se tornado uma condição amplamente conhecida, principalmente por conta dos avanços da medicina e do aumento da conscientização pública, o autismo (TEA) ainda pode ser difícil de detectar.

Contudo, existem casos como o de Nathalia Costa Rodrigues, uma moradora da cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, que conseguiu antecipar o diagnóstico de sua filha Iara, atualmente com 4 anos, por conta de um hábito fofo.

Conforme relatado pela revista Crescer, com apenas 6 meses de idade, a pequena começou a fazer “biquinho”. Porém, quando o gesto começou a se tornar frequente, a família começou a perceber algo diferente em seu desenvolvimento.

A avó de Iara, que é enfermeira e tem conhecimento sobre os sinais de TEA, foi uma das primeiras a confirmar a probabilidade. Porém, o diagnóstico oficial só surgiu quando a menina completou 2 anos e 5 meses.

A criança foi submetida à escala M-CHAT duas vezes e, na segunda aplicação, o resultado foi conclusivo. Desde então, a família se dedica a garantir uma boa qualidade de vida para Iara e espera que as terapias continuem promovendo avanços, para que a condição não seja encarada como uma barreira enquanto ela cresce.

Estereotipias: hábitos repetitivos que podem indicar autismo

O “biquinho” repetido por Iara se enquadra no conceito de estereotipia, que consiste em hábitos ou comportamentos recorrentes, que podem surgir sem um motivo claro e aparecer de formas motoras, verbais ou sensoriais.

Outras atitudes comuns incluem balançar o corpo, bater as mãos, pular repetidamente, manipular objetos de maneiras específicas, repetir sons e palavras fora de contexto ou ainda buscar interações que proporcionam determinadas sensações na pele, como tocar em água frequentemente.

Mas é importante destacar que, embora a estereotipia integre os critérios diagnósticos do autismo, ela não necessariamente é uma confirmação definitiva da condição, tendo em vista que ela não é uma característica exclusiva do TEA.

Além disso, especialistas ressaltam que estereotipias só precisam ser eliminadas caso sejam nocivas. Do contrário, elas apenas são controladas para garantir que não atrapalhem a funcionalidade social das pessoas.

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João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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