Ao longo de anos, as chamadas big techs atuavam com um simples e bem-sucedido modelo de negócios que, por sua vez, garantiu um benéfico ecossistema, no qual era possível recuperar lucros gigantescos mesmo com um montante relativamente pequeno de capital.
Todavia, o funcional planejamento parece estar sendo severamente ameaçado na era da inteligência artificial, considerando que a tecnologia tem dominado o mercado e, com isso, obrigando as empresas a destinar investimentos para a integração deste tipo de ferramenta em seus serviços.
Vale destacar que, originalmente, gigantes como a Amazon, Meta e Microsoft tinham como seus objetivos centrais a criação de inovações disruptivas, entregar taxas de crescimento impressionantes e manter os gastos sob controle, conforme relatado pelo portal Bloomberg.
Entretanto, com o crescimento dos investimentos na tecnologia, ainda que em um cenário cercado de incertezas, as ações seguem em ascensão, bem como os custos também estão se tornando cada vez mais complexos.
Modelo atual também apresenta dificuldades
É importante destacar que, embora o modelo atual tenha funcionado bem para algumas empresas, isso não significa que ele substituirá definitivamente a antiga estratégia. Ainda mais considerando os riscos que ele tem oferecido.
Uma das gigantes a sentir as consequências destes riscos foi a Meta, dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, que apresentou um desempenho muito abaixo do esperado em seu terceiro trimestre, que de acordo com a Bloomberg, não conseguiu elevar seus lucros mesmo com grandes investimentos em IA.
Isso porque, conforme relatado pelo portal, seu CEO, Mark Zuckerberg, não teria conseguido traçar um planejamento convincente. Por conta disso, a empresa viu suas ações sofrerem grandes quedas, alcançando o pior pregão em três anos.
Desta forma, é possível entender que, embora o atual modelo de investimentos pareça já ter definido um futuro promissor para muitas big techs, a antiga prática ainda precisa ser levada em consideração para evitar riscos.





