O Cruzeiro adotou o modelo SAF (Sociedade Anônima do Futebol) em 2021, quando ainda amargava a segunda divisão do futebol nacional. Inicialmente, Ronaldo Fenômeno foi o principal acionista do clube, comprando a SAF cruzeirense por R$400 milhões. Em 2024, o ex-jogador passou a gestão para o empresário Pedro Lourenço, conhecido como Pedrinho BH, dono da rede de Supermercados BH. Desde então, o empresário tem ajudado a manter as contas cruzeirenses em dia.
De acordo com o portal UOL, Pedro Lourenço investiu R$ 269 milhões no Cruzeiro para ajudar a cobrir os prejuízos do clube em 2025. No balanço financeiro do clube, o rombo nas contas chegou a R$ 114,9 milhões no ano passado.
Para realizar o aporte financeiro, Pedrinho BH dividiu o valor em duas operações: um subsídio e um empréstimo, promovido pela empresa Tara Sports, dona da SAF cruzeirense.
Mesmo com os aportes volumosos de Pedro Lourenço para ajudar nas contas do clube no ano passado, o Cruzeiro registrou um déficit de R$ 6 milhões. No entanto, para os padrões do futebol brasileiro, o valor do saldo devedor é considerado baixo.
Dono da SAF do Cruzeiro tem faturamento de R$ 25 bilhões
Filho de lavradores do interior de Minas Gerais, Pedro Lourenço iniciou sua trajetória no ramo empresarial de alimentos em 1996, fundando a rede de Supermercados BH. O empresário comprava estabelecimentos que possuíam números baixos em venda e investia na estrutura das loja.
Ao longo dos anos, Pedro Lourenço construiu um império na rede de supermercados de Minas Gerais e algumas cidades de Goiás. A expansão da empresa do dono da SAF do Cruzeiro permitiu com que ele se tornasse um dos homens mais ricos do Brasil. Segundo o Ranking ABRAS 2026, a rede de Supermercados BH faturou R$ 25,72 bilhões.
O valor coloca a rede de Supermercados BH na quarta colocação no ranking nacional de faturamento entre os estabelecimentos comerciais brasileiros e líder do setor no estado de Minas Gerais.





