O TikTok, uma das redes sociais de maior alcance global, tem desempenhado papel central na redescoberta do sertanejo raiz por públicos de diferentes idades. De acordo com dados da própria plataforma, a hashtag #SertanejoRaiz ultrapassou 450 mil menções em 2025, impulsionando uma nova onda de interesse pelo gênero.
Esse movimento digital tem recolocado em evidência sucessos como “Telefone Mudo”, “Boate Azul” e “Página de Amigos”, canções que representam a fase mais tradicional do sertanejo e que agora voltam a embalar vídeos, montagens e tendências na rede.
Volta do sertanejo raiz
O sertanejo raiz, também conhecido como música caipira, representa a vertente mais tradicional do gênero no Brasil. Caracteriza-se pelo uso da viola caipira, pela formação em duplas de voz e violão e por letras que retratam o cotidiano rural, o amor e a fé. Originado no interior do país, o estilo alcançou grande projeção entre as décadas de 1940 e 1980, consolidado por nomes como Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Alvarenga e Ranchinho e Cornélio Pires.
Segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o sertanejo segue como um dos gêneros mais consumidos no Brasil, respondendo por aproximadamente 27% do total de reproduções em plataformas de streaming em 2024. Embora o sertanejo universitário lidere em popularidade, o sertanejo raiz tem registrado crescimento constante nas buscas e execuções, especialmente entre ouvintes mais jovens, com idades entre 16 e 24 anos.
Algoritmo do TikTok
O sistema de recomendação do TikTok é orientado por algoritmos de aprendizado de máquina que analisam variáveis como o tempo de visualização e o nível de interação dos usuários. Esse processo tem impulsionado a visibilidade de diferentes estilos musicais, incluindo os mais tradicionais.
Como resultado, vídeos que utilizam clássicos do sertanejo raiz como trilha sonora vêm registrando milhões de visualizações e índices crescentes de engajamento. Enquanto parte do público mais maduro reencontra canções marcantes de outras épocas, jovens das gerações Z e Alpha têm o primeiro contato com esse repertório por meio de conteúdos leves, cômicos ou nostálgicos compartilhados na plataforma.






