Uma tecnologia que utiliza ondas sonoras para extinguir incêndios começou a ser testada por autoridades norte-americanas como alternativa complementar aos métodos tradicionais de combate às chamas.
Em março de 2026, o San Bernardino County Fire Department realizou demonstrações práticas do sistema, avaliando sua eficácia na supressão do fogo sem o uso de água ou produtos químicos.
A solução foi desenvolvida pela Sonic Fire Tech, startup sediada nos Estados Unidos e fundada por ex-engenheiros acústicos da NASA.
Som para apagar incêndios
Componentes do sistema
- Sensores infravermelhos de alta sensibilidade para detecção térmica.
- Emissores de infrassom capazes de gerar ondas sonoras de baixa frequência, inaudíveis ao ouvido humano.
Etapas de funcionamento
- Monitoramento contínuo do ambiente para identificar variações de temperatura.
- Detecção precoce de sinais compatíveis com o surgimento de chamas.
- Acionamento automático do sistema.
- Emissão direcionada de pulsos sonoros ao foco do incêndio.
Mecanismo de ação na combustão
- Interferência direta na reação química do fogo.
- Vibração do oxigênio presente na base das chamas.
- Dificultação da manutenção da combustão.
- Possível interrupção do processo em milissegundos, reduzindo a propagação inicial.
Diferença em relação aos métodos tradicionais
- Não utiliza grandes volumes de água, como os sprinklers convencionais.
- Dispensa agentes químicos para supressão das chamas.
Vantagens operacionais e ambientais
- Redução de danos estruturais e prejuízos materiais.
- Aplicabilidade em locais com restrição de recursos hídricos.
- Maior adequação para ambientes com equipamentos eletrônicos sensíveis.
Testes e investimentos
Ainda que os primeiros testes estejam voltados para ambientes residenciais e urbanos, a tecnologia vem sendo analisada como ferramenta de prevenção em áreas suscetíveis a incêndios florestais.
A estratégia prevê a formação de zonas de proteção destinadas a evitar o surgimento e a propagação de novos focos.
O equipamento permanece em fase experimental e é submetido a avaliações técnicas para aferir alcance, potência e eficiência em diferentes tipos de ocorrência.
A desenvolvedora informou ter obtido aproximadamente US$ 3,5 milhões em aporte inicial para viabilizar as etapas de certificação e escala produtiva.





