A relação entre os alimentos e a saúde é um dos pilares mais estudados pela ciência. O que colocamos no prato influencia diretamente o funcionamento do organismo, a prevenção de doenças crônicas, a disposição diária e até a longevidade.
Nenhum alimento, isoladamente, é capaz de fornecer tudo o que o corpo precisa, mas escolhas variadas e equilibradas podem fazer grande diferença ao longo do tempo.
Partindo dessa premissa, uma nutricionista reconhecida internacionalmente reuniu, com base em evidências científicas, aqueles que considera os alimentos mais saudáveis do mundo.
Ciência revela os alimentos mais saudáveis do mundo
A seleção foi feita por Kerry Torrens, nutricionista britânica, membro da Associação Britânica de Nutrição e Medicina do Estilo de Vida (BANT). Torrens também atua como comunicadora científica e colabora regularmente com a seção de saúde da revista GoodFood, da BBC.
Seu trabalho é voltado à tradução de estudos científicos em orientações práticas para o dia a dia, sempre defendendo uma alimentação variada, acessível e adaptável a diferentes estilos alimentares, incluindo dietas onívoras, vegetarianas e veganas.
Entre os alimentos destacados por ela estão vegetais de folhas verdes, como o agrião, reconhecido pela altíssima densidade nutricional mesmo em pequenas porções.
Frutas também ocupam espaço relevante, caso do kiwi, rico em fibras e antioxidantes, e da romã, cujos compostos antioxidantes têm sido associados à proteção cardiovascular e à recuperação muscular.
As frutas vermelhas aparecem representadas pela groselha-preta, especialmente valorizada por sua concentração elevada de vitamina C e polifenóis.
No grupo das gorduras saudáveis, Torrens chama atenção para o azeite de oliva e as azeitonas, fontes importantes de compostos anti-inflamatórios, além do abacate, que combina gorduras monoinsaturadas, fibras e minerais.
Oleaginosas como nozes e pistaches também entram na lista por seus efeitos positivos sobre o coração, o cérebro e o controle do colesterol.
Alimentos fermentados e proteínas também são indicados
As proteínas recebem atenção especial, tanto de origem animal quanto vegetal. O salmão se destaca pelos ácidos graxos ômega-3 e vitaminas lipossolúveis, enquanto os ovos são apontados como uma fonte completa e acessível de proteína e micronutrientes.
Entre as opções vegetais, lentilhas e tempeh ganham espaço por fornecerem proteínas de qualidade, fibras e compostos bioativos benéficos à saúde metabólica.
Alimentos fermentados, como o kefir, aparecem pelo impacto positivo na microbiota intestinal e no sistema imunológico.
Já itens muitas vezes subestimados, como alho, cebola e couve-de-bruxelas, são valorizados pelos compostos bioativos associados à prevenção de doenças crônicas.
Até o fígado, pouco consumido atualmente, é citado como uma das fontes mais concentradas de vitaminas e minerais biodisponíveis.
Segundo Torrens, o maior aprendizado dessa seleção não está em eleger “superalimentos”, mas em reforçar que a saúde se constrói pela diversidade alimentar e pela qualidade das escolhas feitas ao longo do tempo.






