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Carimbos em ovos podem deixar de existir para sempre

Por Yasmin Henrique
19/02/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Quantos ovos uma criança pode comer por dia?

Ovos (Foto: reprodução/Caroline Attwood/Unsplash)

Uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária, publicada em 6 de setembro do ano passado, exige que ovos comercializados a granel, como os vendidos em feiras, tenham suas cascas marcadas com a data de validade e o número de registro do estabelecimento produtor.

Conforme a portaria, a tinta empregada na marcação deve ser atóxica, própria para contato com alimentos e estar em conformidade com os padrões do órgão regulador. O prazo para adaptação às novas exigências se encerra em 4 de março. Assinada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a medida entrou em vigor após um período de 180 dias, visando aprimorar a segurança alimentar e a rastreabilidade dos produtos.

Carimbo no ovo

Ovos comercializados em embalagens que contenham o registro do Serviço de Inspeção Federal e a data de validade no rótulo estarão isentos da marcação na casca. Para lotes compostos por ovos de diferentes datas de produção, a validade deve ser determinada com base no item mais antigo, cabendo à empresa produtora estabelecer esse prazo.

José Eduardo dos Santos, presidente da Organização Avícola do Rio Grande do Sul, apoia a medida e ressalta que a atualização das normas era essencial, já que as regras de classificação e embalagem de ovos estavam desatualizadas desde 1991.

Reação contrária

Parlamentares do partido Novo se articularam contra a medida, argumentando que ela representa um custo elevado para pequenos e médios produtores, podendo beneficiar grandes empresas e criar desequilíbrios no setor. Na segunda-feira (17), apresentaram um Projeto de Decreto Legislativo visando revogar a portaria.

O deputado Ricardo Salles condenou a exigência, chamando-a de uma burocracia inútil que eleva o custo dos alimentos e prejudica os produtores. Os parlamentares argumentam que a portaria fere a Lei de Liberdade Econômica, sancionada em 2019, ao impor uma regulação excessiva sem respaldo legal. Além disso, criticam a falta de uma Análise de Impacto Regulatório antes da implementação, em desacordo com um decreto de 2020.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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