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Brasileiros que aderiram o saque-aniversário pode ter FGTS liberado

Por Leticia Florenço
28/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Saque - Reprodução

Saque - Reprodução

A discussão sobre a flexibilização do saque-aniversário voltou ao centro do debate nacional. O governo federal avalia permitir que trabalhadores que aderiram à modalidade e foram demitidos sem justa causa possam, enfim, acessar o saldo bloqueado do FGTS.

A proposta, que será levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro, pretende corrigir um dos principais pontos de desgaste dessa modalidade com o bloqueio do saldo por até dois anos após a demissão.

O ministro Luiz Marinho afirma que milhares de trabalhadores desconheciam por completo as consequências da adesão ao saque-aniversário.

Para muitos, a promessa de sacar uma parcela anual foi sedutora, mas veio acompanhada de uma regra pesada: a impossibilidade de retirar o montante integral em situações de desemprego. Essa falta de informação acabou empurrando famílias para situações ainda mais delicadas no momento da rescisão.

Quantos brasileiros podem ser beneficiados

Segundo estimativas do próprio governo, cerca de 13 milhões de pessoas estariam aptas a serem contempladas em uma nova rodada de liberação. Trata-se de um contingente expressivo, e que, segundo o ministro, poderia movimentar a economia nacional.

A medida também mira reduzir a pressão financeira em domicílios que foram pegos de surpresa com a retenção dos valores, mesmo após a perda do emprego.

O histórico da medida e o precedente recente

A proposta não é nova. Em fevereiro deste ano, o Executivo liberou cerca de R$ 12 bilhões para aproximadamente 12 milhões de trabalhadores que enfrentavam o mesmo impasse.

A ideia agora seria repetir a estratégia no início de 2026, demonstrando que o governo vê a flexibilização como uma via de amortecimento econômico em tempos de instabilidade.

Entenda a regra do saque-aniversário

A modalidade permite ao trabalhador retirar, uma vez por ano, parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. Porém, a adesão tem um preço alto: caso haja demissão sem justa causa, não há direito ao saque total do fundo, apenas à multa rescisória de 40%.

O restante fica bloqueado por um período de até 24 meses, o que impede o acesso justamente quando a pessoa mais precisa de apoio financeiro.

O governo reconhece que a comunicação inicial sobre as regras não foi suficientemente clara para todos os trabalhadores. Muitos aderiram acreditando tratar-se de um benefício sem contrapartidas, e só descobriram as limitações no momento da demissão.

Essa falta de entendimento acabou gerando um problema social relevante: famílias sem renda imediata e com o próprio dinheiro preso.

O que esperar dos próximos meses

A expectativa é que o presidente Lula analise a proposta já no início de 2026. Caso aprovada, milhões de brasileiros poderão acessar valores que estão parados no fundo, reduzindo pressões financeiras e ampliando o uso de recursos que pertencem ao próprio trabalhador.

Até lá, o tema promete permanecer em evidência, especialmente entre aqueles que hoje convivem com o saldo bloqueado e aguardam uma solução definitiva.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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