Em 2025, um benefício trabalhista que muitos brasileiros nem lembram voltou. Valores esquecidos do PIS/Pasep depositados entre 1971 e 1988. A boa notícia é que cada trabalhador pode resgatar até R$ 2.800, mas o prazo é para janeiro de 2026.
Entre as décadas de 70 e 80, o governo exigia que empresas privadas e órgãos públicos depositassem dinheiro em contas individuais de cada trabalhador.
- O PIS beneficiava quem atuava na iniciativa privada;
- O Pasep, quem trabalhava no serviço público.
Esses valores funcionavam como uma espécie de poupança, rendendo ao longo do tempo, mas muitas vezes esquecidos pelos próprios titulares. Com a Constituição de 1988, esse modelo individual acabou, e os depósitos passaram a financiar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Ainda assim, os saldos antigos permaneceram nas contas, intocados.
Quem pode resgatar
O saque é restrito a quem:
- Trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 1988;
- Nunca retirou os valores;
- Não transferiu os recursos automaticamente para o FGTS em 2020.
Se o trabalhador já faleceu, os herdeiros legais também podem reivindicar o valor mediante apresentação de documentos que comprovem o vínculo familiar.
Quanto você pode receber
Os valores variam de acordo com tempo de serviço e correção monetária. A média estimada é de R$ 2.800, mas quem teve mais de um emprego formal pode ter saldos maiores, somando contas diferentes.
O acesso foi facilitado pelo Governo:
- Aplicativo FGTS (Caixa Econômica Federal): Para trabalhadores do setor privado (PIS). Permite consulta, verificação de elegibilidade e saque direto pelo app.
- Repis Cidadão (Banco do Brasil): Para servidores públicos (Pasep). Consulta e solicitação totalmente digitais, inclusive para herdeiros.
Documentos necessários:
- Titulares: RG ou CNH, CPF, número do PIS/Pasep e dados bancários;
- Herdeiros: Certidão de óbito, documentos de identificação e comprovante de vínculo familiar.
Todos os pedidos devem ser feitos até 31 de janeiro de 2026. Após essa data, o dinheiro volta para os cofres da União, e o direito de resgate é perdido.
Com até R$ 2.800 disponíveis por pessoa, é um incentivo não apenas para reforçar o orçamento pessoal, mas também para valorizar direitos trabalhistas históricos.





