Uma mudança relevante no sistema de crédito entrou em vigor após a sanção do presidente Lula. A nova regra estabelece um limite claro para o quanto os bancos podem cobrar de juros de quem atrasa o pagamento do cartão de crédito.
O anúncio chega em um período sensível. Um levantamento recente mostrou que metade dos brasileiros das classes A, B e C está enrolada com dívidas no cartão, o que amplia o impacto dessa medida e ajuda a explicar o alívio imediato entre consumidores.
Bancos são proibidos de cobrar juros abusivos e clientes estão pulando de alegria
O texto aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente fixa um teto para o chamado rotativo, que é a modalidade acionada quando o cliente paga apenas parte da fatura.
Antes da mudança, essa dívida podia crescer de forma acelerada e chegava a cifras consideradas impagáveis, já que as taxas anuais superavam com folga os padrões internacionais.
Agora, o valor total não pode ultrapassar o dobro da quantia original. Se uma pessoa atrasa R$ 1.000, os encargos não poderão transformar essa pendência em mais de R$ 2.000 ao longo de doze meses.
O objetivo é frear o acúmulo descontrolado de juros e evitar que pequenos atrasos comprometam todo o orçamento familiar.
A regra vale para qualquer consumidor que utilize cartão de crédito emitido por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.
Ela também abre espaço para que o cliente leve sua dívida para outra empresa caso encontre condições melhores, movimento que passou a ser possível a partir de julho de 2024.
Essa portabilidade cria um ambiente de maior disputa entre bancos, que terão de apresentar ofertas mais razoáveis para manter seus usuários.
Limite para juros na dívida do cartão chega em momento importante
A chegada desse limite acontece em um cenário em que muitas famílias já sentem dificuldade para reorganizar o orçamento.
Entre os entrevistados na pesquisa que revelou o alto índice de endividamento, quase metade afirma que o dinheiro do mês cobre apenas o básico. Em muitos casos, sobra pouco ou nada para uma reserva.
Ao limitar o peso dos juros, o governo tenta impedir que esses consumidores fiquem presos em dívidas que não param de crescer, situação comum nos últimos anos.
O setor financeiro admite que a mudança exige ajustes, mas especialistas apontam que o impacto imediato é positivo para a população.
A expectativa é que o novo teto traga previsibilidade, reduza a pressão sobre o bolso das famílias e abra espaço para que mais brasileiros consigam recuperar o controle de suas finanças.






