Muitas mulheres ainda enfrentam obstáculos para obter diagnósticos ágeis e precisos relacionados à saúde íntima, o que pode atrasar o tratamento de infecções e desequilíbrios do microbioma vaginal. Além disso, o tema permanece pouco abordado e cercado por tabus, dificultando o acesso aos cuidados adequados.
Para superar essas barreiras, a femtech brasileira See Me desenvolveu um teste de autoexame do microbioma vaginal com acompanhamento médico integrado, proporcionando uma solução acessível, discreta e segura. O exame pode ser realizado tanto pela própria paciente quanto por um profissional de saúde e é indicado para avaliação da microbiota vaginal, detecção de ISTs e HPV de alto risco, especialmente em casos de infertilidade, infecções urinárias recorrentes e câncer do colo do útero.
Autoexame para mulheres
O kit de autoexame é entregue para realização de coleta domiciliar simples e não invasiva, dispensando o uso do espéculo. Por meio de um autocoletor, o muco vaginal é coletado com uma suave rotação e enviado para análise por PCR, um método altamente preciso e reconhecido nacional e internacionalmente. O serviço ainda contempla teleconsulta e elaboração de um plano de tratamento personalizado, oferecendo um cuidado integrado e completo.
Stephani Caser, ginecologista e CEO da See Me, explica que a iniciativa nasceu a partir de sua própria experiência com exames invasivos e a falta de uma comunicação empática. Com especialização em endocrinologia ginecológica e mestrado em andamento, ela buscou soluções inovadoras no campo da saúde digital para preencher lacunas do sistema tradicional, valorizando também a indústria brasileira.
Femtech brasileira
Desde seu lançamento, a startup já realizou mais de 1.700 diagnósticos, começando na Grande São Paulo e posteriormente expandindo suas operações para todo o Brasil. Stephani ressalta que o autoexame pode substituir o papanicolau, oferecendo um exame mais completo e acolhedor, especialmente para mulheres que evitam os métodos tradicionais devido a experiências traumáticas.
Atuando nos modelos B2B e B2C, a See Me cumpre as regulamentações da Anvisa e adota padrões internacionais, como os do FDA, preparando-se para futuras normas brasileiras. A empresa planeja ampliar sua atuação regional e estabelecer parcerias com o setor público para aumentar o acesso aos cuidados de saúde íntima.






