A partir de janeiro, aposentados do INSS passam a integrar o grupo que terá ganhos reais com a mudança na cobrança do Imposto de Renda. As novas regras, sancionadas nos últimos dias pelo presidente Lula, ampliam a faixa de isenção para rendimentos de até R$ 5 mil.
Isso coloca milhões de brasileiros, incluindo aposentados que antes pagavam valores elevados ao Fisco, entre os beneficiados diretos da política que busca aliviar a carga sobre a renda média enquanto reforça a cobrança sobre os brasileiros mais ricos.
Aposentados também terão vantagens em isenção do Imposto de Renda
A legislação cria um novo desenho para a tributação dos benefícios previdenciários. Hoje, a tabela do Imposto de Renda aplicada aos aposentados segue faixas de alíquotas que vão de 7,5% até 27,5%, dependendo do valor recebido.
Com a mudança, quem ganha até R$ 5 mil deixa de pagar o imposto, incluindo os aposentados. Acima desse patamar, até o limite de R$ 7.350, a alíquota passa por forte redução.
A regra reduz pela metade o percentual que seria cobrado nessa faixa, o que gera um alívio significativo no contracheque de quem antes enfrentava a tributação cheia. Apenas os benefícios que superam os R$ 7.350 continuam enquadrados na alíquota máxima de 27,5%.
Essas alterações atingem um público amplo. Muitos aposentados que hoje contribuem com parcelas consideráveis do orçamento mensal para o Imposto de Renda passarão a reter quase todo o valor recebido.
Quem ganha cerca de R$ 4.900 deve economizar o equivalente a um 14º salário com isenção do Imposto de Renda
Um exemplo ilustrativo é o de quem ganha perto dos R$ 4.900. Atualmente, esse grupo se enquadra na alíquota mais alta e paga mais de R$ 400 por mês.
Com a isenção total, o valor que antes era destinado ao imposto fica com o aposentado e passa a reforçar a renda disponível, criando uma sobra anual que se aproxima de um décimo quarto salário.
Para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, o ganho não é total, mas ainda assim relevante, já que o desconto aplicado pela Receita Federal cairá de maneira expressiva.
A proposta também prevê tributação especial para quem acumula aposentadoria com outra fonte de renda e ultrapassa determinado limite anual, mas essa regra atinge uma parcela muito pequena de contribuintes.
Embora nem todos os segurados do INSS estejam contemplados com isenção completa, a maioria experimentará algum nível de alívio.
Mas atenção: as mudanças entram em vigor em janeiro de 2026. Na prática, isso significa que seus efeitos só aparecerão na declaração de 2027, já que a declaração entregue em 2026 será referente ao ano de 2025, que ainda segue as regras antigas.






