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Aposentados precisam solicitar isenção de IPTU antes de perder o prazo

Por Leticia Florenço
01/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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IPTU - Reprodução

IPTU - Reprodução

Receber o carnê do IPTU e perceber uma cobrança inesperada virou um pesadelo para muitos aposentados e pensionistas em 2026. A frustração, no entanto, não significa que o direito à isenção acabou: muitas vezes, tudo se resume à simples perda de prazo.

Ao contrário do que se imagina, a isenção do imposto não cai automaticamente na conta de quem já atingiu a idade mínima. É preciso agir, solicitar formalmente junto à prefeitura e estar atento aos critérios que cada cidade estabelece.

Quem esperou pelo carnê, infelizmente, pode ter ficado fora da lista em 2026, mas ainda há tempo para se planejar para 2027.

A ilusão da isenção automática

Muitos aposentados acreditam que, ao completar 60 ou 65 anos, o IPTU simplesmente desaparece da cobrança. A realidade é que a maioria dos municípios exige um pedido formal, feito dentro de datas específicas.

A espera pelo carnê é o erro mais comum que faz o benefício escapar: enquanto o contribuinte acha que está seguro, o prazo se encerra silenciosamente.

Quem pode pedir o benefício

O acesso à isenção costuma depender da renda e do valor do imóvel. Geralmente, aposentados ou pensionistas com renda de até três salários mínimos têm direito total ao desconto, enquanto rendas entre três e cinco salários mínimos podem garantir descontos parciais.

Além disso, imóveis de alto valor, como os superiores a R$ 1,7 milhão em São Paulo, podem ficar de fora, mesmo que o aposentado atenda aos critérios de idade e renda.

O benefício é exclusivo para quem reside no imóvel e não possui outro imóvel na cidade. Ou seja, a casa precisa ser única e realmente habitada pelo solicitante.

Documentação

A burocracia ainda assusta, mas preparar os documentos com antecedência é o segredo para não perder o prazo. RG, CPF, extrato de rendimentos do INSS, carnê do IPTU e escritura ou matrícula do imóvel são itens quase sempre exigidos.

Quem organiza tudo antes evita correria de última hora e garante que o pedido seja analisado sem problemas.

Datas certas e caminhos rápidos

Prefeituras costumam abrir os pedidos entre agosto e novembro do ano anterior ao exercício fiscal. Entrar com o pedido apenas ao receber o carnê de janeiro ou fevereiro pode significar perder o benefício.

A dica é consultar o site da Secretaria da Fazenda do município ou ligar para o setor de tributos: informação antecipada é a chave.

As condições variam: em São Paulo, o limite de idade é 60 anos, renda até três salários mínimos e imóvel até R$ 1,7 milhão. No Rio de Janeiro, a renda máxima cai para dois salários mínimos. Belo Horizonte, por sua vez, foca no valor venal do imóvel, permitindo revisões para idosos com 65 anos ou mais e baixa renda.

Antecipar-se, reunir documentos e conhecer os prazos do seu município garante que o benefício seja efetivado. Para aposentados e pensionistas, agir agora é a única forma de transformar uma cobrança inesperada em um direito assegurado, mantendo o bolso protegido e a tranquilidade intacta.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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