Encontrado em mercados, farmácias, feiras e até mesmo na internet, o Xarope da Vovó Isabel, ou simplesmente Xarope da Vovó, é um medicamenteo encontrado em diferentes frascos, com rotulagem de aparência artesanal, e que se apresenta como um produto “100% natural”.
De acordo com o rótulo, o produto é produzido a partir de uma seleção de ervas, e promete ajudar no combate a doenças como pneumonia, tosse, resfriado, bronquite e inflamação de garganta. No entanto, sua fabricação parece não ter seguido as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Isso porque, na última sexta-feira (18), o órgão regulador publicou a Resolução 2.703 no Diário Oficial da União, que acusa os medicamentos Xarope da Vovó de serem fabricados e comercializados de forma totalmente irregular.
Por conta disso, a Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes do produto, e ainda proibiu seu uso, venda, distribuição, fabricação e importação. Até o momento, não houve nenhuma manifestação de empresas responsáveis pela fabricação sobre o ocorrido.
Resolução da Anvisa também afetou outros produtos
Vale destacar que o Xarope da Vovó não foi o único produto a ser afetado pela nova Resolução da Anvisa, uma vez que lotes de três medicamentos do Grupo Nutra Nutri também enfrentaram punições semelhantes.
O órgão determinou que a empresa não possui autorização para fabricar esse tipo de produto, exigência obrigatória para qualquer laboratório farmacêutico. Por conta disso, o Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio, e Espinheira Santa serão retirados de circulação.
Além disso, o suplemento alimentar Curcumyn Long, da Akron Pharma Ltda, teve seu recolhimento ordenado depois que uma fiscalização identificou que o produto não está em conformidade com as normas legais referentes ao seu método de obtenção.
Por fim, a Anvisa também proibiu a comercialização do lote L42158 de toxina bulímica (Botox) depois que a Beaufour Ipsen, a empresa detentora do registro do medicamento, não o reconheceu como original.





