O ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para conversar, responder perguntas e gerar textos com base em comandos dados por usuários.
Desde o seu lançamento, tornou-se cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, e a popularização se intensificou com a chegada do aplicativo para smartphones, permitindo acesso rápido e constante.
Entre os diversos usos da ferramenta, um dos mais comuns é o auxílio na realização de pesquisas e tarefas escolares, principalmente entre os estudantes do ensino médio. Mas uma dúvida recorrente entre pais, professores e alunos é: o uso do ChatGPT pode levar à expulsão de um aluno?
Alunos podem ser expulsos se usarem ChatGPT na escola?
Uma pesquisa recente conduzida pelo Cetic.br, centro vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), investigou justamente a relação entre alunos e tecnologias digitais nas escolas.
O levantamento, que ouviu mais de 10 mil pessoas em mais de mil escolas públicas e particulares entre agosto de 2024 e março de 2025, revelou que 70% dos alunos do ensino médio já utilizaram ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, para a realização de atividades escolares.
Apesar dos números expressivos, não há nenhuma lei ou norma nacional que preveja punições formais, como advertência, suspensão ou expulsão, para quem faz uso de IAs, como o ChatGPT, nesse contexto.
Na prática, o que se observa é uma falta de uniformidade entre as escolas: enquanto algumas instituições ignoram ou sequer percebem o uso da tecnologia, outras começam a incorporar essas ferramentas ao processo pedagógico, promovendo seu uso de forma crítica e orientada.
Alunos já adotam ChatGPT e outros no dia a dia, e escolas devem se preparar
O estudo mostra que apenas 32% dos alunos receberam algum tipo de orientação sobre como utilizar essas ferramentas de forma ética e proveitosa.
Por outro lado, a maioria dos professores ainda não está suficientemente preparada para lidar com o tema: pouco mais da metade participou de formações sobre o uso de tecnologias digitais na educação no ano anterior à pesquisa.
A pesquisa também aponta que o uso de canais de vídeo como YouTube e TikTok já compete com os buscadores tradicionais, como o Google, no apoio às tarefas escolares.
Esses dados escancaram uma realidade: os alunos já adotaram a IA, como o ChatGPT, o Gemini e o DeepSeek, no seu dia a dia, com ou sem o respaldo das escolas.
Em vez de punição, o desafio agora é criar estratégias de orientação. Sem isso, o risco não é o uso do ChatGPT em si, mas a formação de uma geração que aprende sem questionar.





