Alunos de uma região do país vão poder seguir para o ano seguinte mesmo que tenham registrado até três reprovações.
A mudança, anunciada recentemente, altera a forma como a rede pública local lida com o desempenho acadêmico e inaugura um modelo mais flexível de progressão escolar.
A decisão busca evitar que estudantes abandonem a escola após dificuldades acumuladas e tenta adaptar o sistema às exigências atuais da educação básica.
Alunos dessa região vão passar de ano mesmo com 3 reprovações
A nova regra foi publicada pelo governo do Rio de Janeiro por meio de um decreto que redefine os critérios de promoção no Ensino Médio.
O texto estabelece a chamada Política Extraordinária Excepcional de Progressão Parcial, criada para atender jovens que, apesar de apresentarem falhas em alguns componentes curriculares, mantêm condições de acompanhar os conteúdos da série seguinte.
O governo fluminense afirma que a proposta pretende preservar a continuidade dos estudos e reorganizar trajetórias interrompidas, especialmente após anos de instabilidade pedagógica.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação, a iniciativa também se alinha a orientações federais e do próprio Conselho Estadual de Educação, que recomendam ajustes nos processos de avaliação.
Pela nova política, os alunos que não alcançarem a nota mínima em até três disciplinas poderão avançar para o ano seguinte, desde que aceitem cumprir um regime obrigatório de recuperação.
Segundo as regras, a progressão desses alunos não será automática. Ela depende da participação em atividades específicas, planejadas para suprir as lacunas deixadas no aprendizado regular.
As escolas da rede estadual terão autonomia para montar seus planos de trabalho, decidir como será o calendário dessas tarefas, escolher a metodologia aplicada e acompanhar o progresso de cada jovem.
Esse acompanhamento será contínuo e documentado, com registros de desempenho e de entrega das atividades.
Alunos farão nova série enquanto estudam conteúdos da série anterior
Na prática, os alunos beneficiados frequentarão as aulas da nova série ao mesmo tempo em que realizarão tarefas paralelas relativas aos conteúdos que ficaram pendentes.
Essas atividades poderão ocorrer presencialmente ou de forma remota, de acordo com a organização de cada unidade escolar. Haverá avaliações próprias para esse regime de recuperação, que seguirão os critérios da resolução estadual vigente.
A aprovação só será confirmada se o estudante alcançar a nota mínima estipulada. Caso os resultados não sejam satisfatórios, a reprovação no componente curricular será mantida mesmo após o avanço de série.
Relatórios mensais deverão ser enviados pelas escolas à Secretaria de Educação, que acompanhará o cumprimento das etapas.
O governo defende que o modelo evita rupturas bruscas na vida escolar dos jovens e cria mais chances para que concluam o Ensino Médio com o aprendizado necessário.





