O Brasil registrou cerca de 10,8 milhões de tentativas de fraude até setembro de 2025, alta de 28,6% em relação ao ano anterior, o que equivale a uma tentativa a cada 2,2 segundos.
No primeiro semestre, foram 6,9 milhões de casos, recorde histórico, com projeção superior a 14 milhões no ano, segundo dados da Serasa Experian.
Bancos e cartões concentram cerca de 54% das ocorrências, seguidos por serviços digitais, telefonia e varejo, com o setor financeiro como principal alvo.
Nesse cenário, o uso de inteligência artificial em crimes financeiros já responde por cerca de 42,5% das fraudes, segundo a Polícia Federal.
Golpes com IA
Técnicas usadas nos golpes com IA
- Clonagem de voz para enganar vítimas em ligações
- Criação de vídeos falsos (deepfakes)
- Desenvolvimento de sites fraudulentos mais sofisticados
- Produção de documentos falsificados
- Criação de mensagens personalizadas e mais convincentes
- Simulação de interações humanas
- Automação de engenharia social em larga escala
- Uso de machine learning para automatizar ataques
Golpes mais frequentes
- Falsas transferências seguras
- Boletos adulterados
- Investimentos inexistentes
- Leilões fraudulentos
- Simulação de sequestros
- Falsas centrais bancárias
- Clonagem de voz para pedidos de Pix ou transferências
- Sextorsão com imagens manipuladas
- Deepfakes de figuras públicas
- Documentos digitais falsificados
Em relação ao perfil das vítimas, quase 60% dos casos atingem pessoas entre 26 e 50 anos, embora haja crescimento expressivo de tentativas envolvendo jovens.
Recomendações
Especialistas apontam que a inteligência artificial não muda o tipo de fraude em si, mas torna os golpes mais elaborados e difíceis de reconhecer.
Entre as principais orientações de prevenção estão a cautela com contatos não solicitados, a não divulgação de dados pessoais, o uso de autenticação em dois fatores e a verificação de informações diretamente em canais oficiais.
Há ainda recomendações para maior atenção a pedidos de pagamento, sobretudo via Pix e boletos, além do acompanhamento frequente das movimentações bancárias e da revisão das permissões concedidas a aplicativos instalados no celular.






