As mudanças no Imposto de Renda foram aprovadas e sancionadas em novembro, criando um novo cenário para milhões de contribuintes. Desde então, uma dúvida domina as buscas: afinal, quem ficará totalmente livre do pagamento do tributo e a partir de quando essa regra começa a valer.
A reforma redesenha a base de cobrança e altera a rotina de trabalhadores de renda mais baixa, que por anos sofreram com uma tabela defasada.
Afinal, quem serão os brasileiros que não vão pagar Imposto de Renda?
Pelo texto sancionado, o ponto central é a ampliação da faixa de isenção. A partir de janeiro de 2026, quem recebe até 5 mil reais por mês não pagará mais Imposto de Renda. Isso representa um salto relevante em comparação ao limite atual.
Segundo estimativas oficiais, cerca de 15 milhões de brasileiros passarão a integrar o grupo de isentos, o que reduz a pressão sobre orçamentos familiares e corrige uma distorção que vinha se acumulando há décadas.
A mudança, porém, não elimina de imediato a obrigação de declarar. Durante o ano de 2026, os contribuintes que ganham até 5 mil mensais ainda precisarão entregar a declaração referente ao ano-base de 2025.
A isenção no pagamento aparece no contracheque já no salário de competência de janeiro, mas a entrega da declaração segue as regras tradicionais no ciclo de março a maio.
Segundo especialistas, essa transição ocorre porque a lei passa a valer apenas a partir de 2026, o que impede qualquer efeito retroativo.
A partir de 2027, quando a declaração será baseada nos rendimentos de 2026, a lógica começa a mudar. Estará dispensado da obrigação apenas quem tiver um perfil financeiro simples, restrito ao salário isento e sem patrimônio expressivo, investimentos, aluguéis ou lucros de empresa.
Quem possuir qualquer uma dessas movimentações continuará obrigado a declarar, mesmo que não pague imposto.
Isenção do Imposto de Renda alcança outros trabalhadores
A reforma também alcança outros grupos. Trabalhadores que ganham entre 5 mil e 7.350 reais sentirão redução no valor do Imposto de Renda, graças a descontos progressivos aplicados automaticamente.
Acima desse patamar, nada muda na tabela atual. Já quem ultrapassa 600 mil reais anuais passa a ser tributado por uma alíquota adicional que cresce conforme a renda, chegando ao limite de 10 por cento.
O pacote inclui ainda a taxação de lucros e dividendos acima de 50 mil reais por ano a partir de 2026. Com isso, o governo busca reequilibrar a carga tributária, aliviar a base salarial e ampliar a cobrança sobre rendas mais altas.






