Apesar de o Brasil ter registrado taxa de desemprego de 5,6% em 2025, a menor da série histórica da PNAD Contínua do IBGE, empresas de diversos setores ainda relatam dificuldade para contratar profissionais especializados.
O mercado evidencia uma crescente distância entre o número de trabalhadores disponíveis e a demanda por mão de obra qualificada, sobretudo nas áreas de tecnologia, inovação e transformação digital.
Profissões com déficit de trabalhadores
A área de Tecnologia da Informação (TI) aparece entre as mais afetadas por esse descompasso. Projeções do setor indicam déficit de cerca de 530 mil profissionais de tecnologia no país.
Profissões em destaque:
- Analista de dados: R$ 4 mil a R$ 8 mil
- Analista de inteligência artificial: R$ 7 mil a R$ 15 mil
- Desenvolvedor de software: R$ 5 mil a R$ 12 mil
- Especialistas em cibersegurança e automação: R$ 6 mil a R$ 14 mil
Na área da saúde, a demanda também permanece elevada.
Profissões em destaque:
- Médicos: acima de R$ 15 mil, dependendo da especialidade
- Técnicos de enfermagem: R$ 2 mil a R$ 4 mil
- Técnicos em radiologia: R$ 3 mil a R$ 5 mil
- Crescimento do uso de inteligência artificial e tecnologias médicas ampliou a demanda no setor
O setor de energias renováveis é outro que segue em expansão, impulsionado pela busca por fontes mais limpas e sustentáveis de geração elétrica.
Com isso, cresce a procura por engenheiros e técnicos especializados em energia solar, eólica e hidrelétrica, com salários que podem variar entre R$ 7 mil e R$ 20 mil mensais, dependendo da experiência e da área de atuação.
Além das carreiras ligadas à inovação, profissões tradicionais continuam aquecidas, como:
- Vendedores: R$ 2 mil a R$ 4 mil
- Eletricistas: R$ 2,5 mil a R$ 5 mil
- Técnicos de enfermagem: R$ 3 mil a R$ 5 mil
- Motoristas de transporte de carga: R$ 3 mil a R$ 7 mil
- Profissionais da logística: R$ 2,5 mil a R$ 6 mil





