O Conselho Federal de Nutrição (CFN) revisou suas normas éticas para a atuação de nutricionistas nas redes sociais, acompanhando o avanço da inteligência artificial na produção de conteúdos digitais e o crescimento de postagens focadas em mudanças corporais.
Entre as principais mudanças, estão regras mais rígidas para o uso de IA na criação ou edição de imagens, sobretudo aquelas que reproduzem simulações de “antes e depois” ou sugerem resultados de emagrecimento e aumento de massa muscular.
Esses conteúdos passam a ser vistos como potencialmente enganosos quando utilizados com fins publicitários, por terem capacidade de gerar expectativas irreais sobre os efeitos de intervenções nutricionais.
Novas regras para nutricionistas
As diretrizes também estabelecem:
Comunicação profissional no ambiente digital
- O conteúdo deve ter caráter informativo.
- A base precisa ser técnico-científica.
- Promessas simplificadas de resultados devem ser evitadas.
- A atuação do nutricionista deve priorizar o acompanhamento individualizado.
Uso de ferramentas digitais
- É necessário informar quando houver uso de inteligência artificial na produção de conteúdos.
- A transparência passa a ser exigida na comunicação online.
Objetivo das regras
- Reduzir a confusão entre informação técnica e publicidade.
- Evitar que imagens de forte apelo visual reforcem expectativas irreais.
- Tornar a divulgação mais clara, responsável e alinhada à prática profissional.
Uso de IA e das redes sociais pelos profissionais
A revisão das diretrizes tem como base o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista e a Resolução CFN nº 599/2018, que já proíbem a garantia de resultados, o uso de conteúdos sensacionalistas e a divulgação de imagens que relacionem diretamente intervenções nutricionais a mudanças corporais. As regras também limitam a publicidade de produtos e marcas ligadas à área da nutrição.
De acordo com o Conselho, o ambiente das redes sociais intensificou a necessidade de combater a desinformação, tema que já vinha sendo alvo de ações institucionais.
O órgão também tem debatido internamente os efeitos da digitalização e da inteligência artificial sobre a prática profissional, considerando os impactos dessas tecnologias na forma como a nutrição é comunicada ao público.





