O esporte deixou de ser apenas uma prática física e passou a ocupar um papel mais amplo na identidade, na socialização e no estilo de vida dos brasileiros, segundo estudo da Decathlon.
O levantamento indica que há um descompasso entre a alta intenção de se exercitar e a dificuldade de manter uma rotina ativa.
Nesse contexto, 93% dos brasileiros afirmam ter vontade de praticar exercícios, mas apenas 44% conseguem manter regularidade.
A pesquisa foi realizada com 2.017 pessoas em todo o Brasil, além da análise de cerca de 9 milhões de menções em redes sociais ao longo de 12 meses e revisão de literatura acadêmica sobre comportamento esportivo.
Rotina de exercícios dos brasileiros
Relação com o esporte e identidade
- 76% já foram ativos em algum momento da vida
- 72% associam o esporte à própria identidade
- 82% preferem interações sociais por meio da atividade física em vez de aplicativos de relacionamento
Comportamento dos praticantes regulares
- 70% priorizam treinos em detrimento de eventos sociais
- 57% recusariam uma promoção salarial se isso prejudicasse a rotina de exercícios
- Cerca de 50% preferem socializar em ambientes esportivos
- 50% enxergam corpo e mente como dimensões integradas
Diferenças geracionais
- Geração Z: 57% de praticantes ativos
- Baby boomers: 34% de ativos
- Entre jovens, as principais barreiras são medo de julgamento e percepção de assédio
- Entre idosos, predominam limitações de saúde e desmotivação
Diferenças de gênero
- Homens: obstáculos internos como disciplina e gestão do tempo
- Mulheres: barreiras externas como custo, falta de companhia, responsabilidades familiares e insegurança em ambientes esportivos
Influência da renda
- Classes A e B: principal barreira é a falta de motivação
- Classe C: principal barreira é a falta de tempo
- Classe C concentra cerca de 40% dos praticantes ativos
Cenário geral do país
- Mesmo com mais de 50 mil academias, 56% da população ainda é sedentária
- Principais motivos do sedentarismo: falta de tempo e falta de motivação





