A Motif Neurotech apresentou um novo implante cerebral, desenvolvido para o tratamento da depressão grave, com foco em pacientes que não obtêm resposta satisfatória a medicamentos.
O dispositivo já recebeu autorização da Food and Drug Administration para iniciar testes em humanos, por meio de uma permissão específica destinada a estudos clínicos iniciais.
O estudo, batizado de RESONATE, será realizado em até oito centros médicos nos Estados Unidos, incluindo instituições como Baylor College of Medicine e New York University.
A expectativa é acompanhar cerca de 10 participantes durante um período de 12 meses, avaliando não apenas a segurança do implante, mas também sua eficácia na redução dos sintomas depressivos, além dos efeitos sobre qualidade de vida, níveis de ansiedade e desempenho cognitivo.
Implante cerebral contra a depressão
Características do dispositivo
- Chamado DOT, tem tamanho semelhante ao de uma amora.
- Implantado no crânio, acima da dura-máter, sem contato direto com o cérebro.
Tecnologia utilizada
- Funciona com energia magnetoelétrica sem fio.
- Dispensa baterias internas, reduzindo riscos cirúrgicos.
- Emite estímulos elétricos direcionados à rede executiva central do cérebro.
Objetivo terapêutico
- Ativar áreas cerebrais hipoativas no transtorno depressivo maior.
- Atuar em funções cognitivas de alto nível.
Controle e funcionamento
- Estimulação controlada por um dispositivo externo em formato de boné.
- O boné alimenta o implante e regula a dose de estímulo.
Aplicação e uso
- Procedimento ambulatorial, com duração média de 20 minutos.
- Tratamento pode ser realizado em casa.
- Sessões iniciais de 10 a 20 minutos, várias vezes ao dia.
- Possível resposta clínica em até 10 dias, segundo a empresa.
Abordagens
Em comparação com outras abordagens, o dispositivo se destaca por ser menos invasivo que a estimulação cerebral profunda e mais prático que a estimulação magnética transcraniana, ao exigir menos sessões presenciais.
A tecnologia também se apoia em métodos de estimulação elétrica já utilizados há décadas, como a terapia eletroconvulsiva.
A empresa prevê versões futuras capazes de monitorar a atividade cerebral em tempo real, viabilizando tratamentos mais personalizados e baseados em dados objetivos.
A Motif Neurotech atua em um mercado em expansão de interfaces cérebro-computador, ao lado de Neuralink e Synchron, com foco em transtornos mentais e potencial de superar US$ 25 bilhões até 2034.






