Quem costuma apreciar um chá da tarde como um momento de pausa e bem-estar deve ficar atento ao que está colocando na xícara.
Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um alerta ao determinar o recolhimento e a suspensão da venda de uma marca bastante conhecida de chá após a confirmação de contaminação por larvas e fragmentos de insetos.
A decisão reforça a importância de redobrar os cuidados com produtos industrializados, mesmo aqueles tradicionalmente associados à ideia de leveza e saúde.
Quem gosta de chá da tarde pode estar consumindo larvas e pedaços de insetos
A medida da Anvisa envolve o Chá de Camomila da marca Lavi Tea, fabricado pela empresa Água da Serra Industrial de Bebidas S.A. O órgão determinou a retirada imediata do lote identificado pelo número 6802956 de todos os pontos de venda do país.
Além disso, foi proibida a distribuição, a divulgação e o consumo do produto, como forma de evitar qualquer risco à saúde da população.
A ação teve início após a própria fabricante comunicar à Anvisa a realização de um recolhimento voluntário. Esse procedimento costuma ocorrer quando a empresa identifica falhas que podem comprometer a qualidade do alimento antes mesmo de uma fiscalização externa.
No caso específico, análises laboratoriais apontaram problemas graves na composição do chá.
Os laudos técnicos revelaram a presença de elementos estranhos à formulação esperada do produto. Entre eles estavam estruturas vegetais como talos, ramos e sementes que não fazem parte do padrão do chá de camomila.
Ainda mais preocupante foi o resultado do exame que investiga matérias estranhas: em apenas 25 gramas do produto analisado, foram encontradas 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos.
Esse volume está muito acima do limite permitido pela legislação sanitária brasileira, que estabelece um máximo de 90 fragmentos de insetos para a mesma quantidade de alimento.
Segundo a Anvisa, os números indicam falhas significativas nas boas práticas de fabricação, especialmente nos controles de higiene e processamento do lote analisado.
Chá contaminado oferece riscos aos consumidores; veja orientações
Embora a ingestão acidental desse tipo de contaminante nem sempre provoque efeitos imediatos graves, o consumo de alimentos fora dos padrões sanitários pode representar riscos, sobretudo para crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida.
Por isso, a agência recomenda que consumidores que tenham adquirido o produto verifiquem o número do lote na embalagem e, caso corresponda ao lote interditado, não façam o consumo.
A orientação é seguir as instruções da fabricante para devolução ou substituição do produto.
A Anvisa reforça que medidas como essa são adotadas para proteger a saúde pública e lembra que denúncias e notificações feitas pelas próprias empresas também fazem parte do sistema de vigilância sanitária.






