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Estudo revela que não existe doses seguras do adoçante para a saúde

Por Yasmin Henrique
07/01/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Estudo revela que não existe doses seguras do adoçante para a saúde

(Foto: reprodução/Celso Pupo/Shutterstock)

Um estudo recente publicado na revista científica Biomedicine & Pharmacotherapy aponta que a ingestão de aspartame, mesmo em doses consideradas reduzidas, pode desencadear alterações significativas no organismo. Os resultados sugerem que a exposição prolongada a adoçantes artificiais tem potencial para comprometer o funcionamento de órgãos como o coração e o cérebro, o que coloca em debate a adequação dos limites de consumo atualmente estabelecidos.

A pesquisa foi conduzida por um centro de estudos em biomateriais na Espanha e acompanhou camundongos por um período de um ano. Durante o experimento, os animais receberam aspartame de maneira espaçada, a cada quinze dias, em uma quantidade equivalente a cerca de 6,6 miligramas — valor correspondente a aproximadamente um sexto da ingestão diária considerada segura para humanos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Apesar das doses reduzidas, os pesquisadores identificaram efeitos concretos, sobretudo em camundongos machos. Entre os principais resultados estão alterações no desempenho cardíaco, incluindo diminuição da capacidade de bombeamento e modificações estruturais e funcionais sutis, associadas ao aumento do estresse sobre o coração.

O estudo também apontou uma redução expressiva na absorção de glicose, condição que pode comprometer o aporte energético ao cérebro e afetar seu funcionamento ao longo do tempo. Os achados chamam atenção por terem ocorrido mesmo com um padrão de ingestão intermitente e muito inferior ao limite máximo considerado seguro.

De acordo com os autores, esse regime foi suficiente para desencadear alterações cardíacas e metabólicas, ainda que menos intensas do que as observadas em pesquisas anteriores, nas quais o aspartame foi consumido diariamente ou por períodos mais curtos.

Potencial cancerígeno

Em 2023, o aspartame foi classificado como “potencialmente cancerígeno” pela Organização Mundial da Saúde, que ainda considera segura a ingestão diária de até 40 mg por quilo de peso corporal. No entanto, evidências recentes indicam que doses abaixo desse limite podem causar efeitos adversos quando consumidas por longos períodos.

O estudo sugere que fatores como adaptação do organismo, maior tolerância em animais adultos ou intervalos sem consumo podem explicar impactos menos intensos, mas reforça a necessidade de cautela no uso regular do adoçante, especialmente por crianças e adolescentes.

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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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