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Parque fechado na França deixa animais abandonados por 11 meses

Por Jeferson da Rosa
22/12/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Parque fechado na França deixa animais abandonados por 11 meses - Imagem: Divulgação/Seph Lawless

Parque fechado na França deixa animais abandonados por 11 meses - Imagem: Divulgação/Seph Lawless

Um parque marinho localizado no sul da França tornou-se alvo de críticas e questionamentos após permanecer fechado por quase um ano com animais ainda mantidos em suas instalações.

Administrado por uma grande empresa do setor de entretenimento, o espaço encerrou as atividades ao público, mas deixou orcas vivendo em tanques degradados por cerca de 11 meses, desde janeiro desse ano.

A situação ganhou dimensão internacional depois que imagens dos animais circularam amplamente nas redes sociais, pressionando autoridades francesas e a empresa responsável a apresentar soluções urgentes.

Parque fechado na França deixa animais abandonados por 11 meses

O caso envolve o Marineland, situado em Antibes, na região da Côte d’Azur, e controlado pelo grupo espanhol Parques Reunidos, que opera dezenas de parques de diversão ao redor do mundo.

O Marineland era conhecido por espetáculos com mamíferos marinhos e atrações voltadas ao turismo familiar.

No entanto, o parque fechou as portas em 5 de janeiro de 2025, em meio à adaptação a uma nova legislação francesa que proíbe apresentações com baleias, golfinhos e outros animais marinhos em cativeiro a partir de 2026.

Mesmo após o encerramento das atividades, duas orcas, chamadas Wikie e Keijo, permaneceram no local.

Sem um plano definido de realocação, os animais continuaram vivendo em tanques que, segundo especialistas e representantes do próprio parque, já apresentam sinais avançados de desgaste estrutural.

A permanência das orcas em um parque abandonado despertou preocupação de organizações ambientais, ativistas e do público em geral.

A repercussão aumentou após a divulgação de vídeos que mostram as orcas nadando em piscinas com acúmulo de algas, sem a rotina de estímulos que tinham quando o parque funcionava.

As imagens alcançaram milhões de visualizações e reacenderam o debate sobre o destino de animais mantidos em cativeiro após o fechamento de estabelecimentos desse tipo.

Empresa responsável pelo parque e governo francês ainda não solucionaram problema

A Parques Reunidos afirma que mantém equipes no local para garantir alimentação, cuidados veterinários e monitoramento diário das orcas. Ao mesmo tempo, reconhece que a situação é delicada e considera urgente a definição de uma solução permanente.

A empresa defende que o governo francês assuma um papel mais ativo no processo, dada a mudança na legislação e a complexidade logística envolvida no transporte de animais desse porte.

As autoridades francesas, por sua vez, informaram que aguardam relatórios técnicos sobre a segurança das piscinas e as condições de bem-estar dos animais antes de tomar decisões finais.

Entre as alternativas já discutidas estão a transferência das orcas para outro parque marinho ou para um santuário especializado, opções que enfrentam entraves legais, ambientais e administrativos.

Enquanto isso, Wikie e Keijo seguem no Marineland fechado, simbolizando um impasse que expõe os desafios da transição para políticas mais restritivas sobre o uso de animais em entretenimento e a responsabilidade das empresas após o fim de suas operações.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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