O valor ressarcido do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para vítimas de golpe já ultrapassa R$ 2,7 bilhões e alcança quase 4 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
Os dados mais recentes mostram a dimensão do problema dos descontos indevidos aplicados nos benefícios previdenciários e o esforço do governo federal para devolver esses recursos diretamente aos segurados.
Valor ressarcido do INSS para vítimas de golpe supera R$ 2,7 bilhões
Segundo informações divulgadas pelo INSS, cerca de 3,9 milhões de beneficiários já receberam a devolução dos valores cobrados sem autorização.
O montante total pago até agora soma aproximadamente R$ 2,74 bilhões, creditados diretamente na conta em que o aposentado ou pensionista recebe o benefício. A medida evita a necessidade de ações judiciais e acelera o acesso ao dinheiro.
Os números variam bastante entre os estados. São Paulo lidera tanto em quantidade de pessoas ressarcidas quanto em valores devolvidos, com mais de 678 mil beneficiários atendidos e quase R$ 494 milhões pagos.
Minas Gerais e Bahia também aparecem entre os estados com maior volume de devoluções, superando R$ 270 milhões e R$ 247 milhões, respectivamente.
Na outra ponta, estados com menor população, como Roraima, Amapá e Acre, registram os menores valores totais ressarcidos, embora o impacto individual para cada beneficiário seja igualmente relevante.
INSS está devolvendo aos beneficiários valores descontados sem autorização
Esse ressarcimento foi necessário após a identificação de descontos associativos feitos sem consentimento dos segurados.
A prática, segundo a Polícia Federal, começou em março de 2020, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ocorreu até março de 2025, já no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando foi descoberto e combatido.
Em muitos casos, aposentados e pensionistas passaram a ter valores abatidos mensalmente em nome de associações ou entidades às quais nunca se filiaram.
Em situações ainda mais graves, houve tentativas de validar essas cobranças com documentos e gravações falsas, o que ficou conhecido como “fraude da fraude”.
Podem solicitar a devolução todos os aposentados e pensionistas do INSS que tenham identificado descontos não autorizados nesse período. O pedido é gratuito e não exige o envio de documentos.
A contestação pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS, onde o beneficiário consulta os descontos registrados e informa se reconhece ou não as cobranças. Também é possível buscar atendimento presencial nas agências dos Correios.
Após a contestação, caso a entidade responsável não comprove a autorização, o segurado pode aderir ao acordo administrativo para receber o valor corrigido pela inflação.
O prazo para contestar os descontos segue aberto até fevereiro de 2026, e mesmo depois dessa data o acordo continuará disponível para quem tiver direito ao ressarcimento.





