O setor de cruzeiros global passa por mudanças, com a Ásia e destinos remotos em destaque para 2026. Duas tendências se sobressaem: o continente asiático como novo polo de turismo e a expansão dos cruzeiros de expedição, que combinam luxo, aventura e ciência, oferecendo viagens radicais.
No Japão, após anos de restrições e modernização portuária, o turismo de cruzeiros se renova, tornando o país o principal destino asiático. Portos como Yokohama, Kobe, Nagasaki e Osaka registram aumento de escalas, fortalecendo a economia local e diversificando roteiros.
Novas viagens radicais
Companhias como Princess Cruises, Holland America Line e MSC Cruzeiros ampliaram suas operações, oferecendo roteiros que vão desde a florada das cerejeiras até festivais culturais e paisagens vulcânicas. Além do Japão, países como Vietnã, Singapura e Tailândia ganham destaque, atendendo à crescente demanda por destinos exóticos e experiências autênticas no período pós-pandemia.
Ao mesmo tempo, os cruzeiros de expedição apresentam crescimento superior a 20% ao ano, segundo a CLIA. Operando em embarcações menores, muitas com propulsão híbrida e foco em sustentabilidade, esses roteiros alcançam regiões antes acessíveis apenas a cientistas.
Destinos polares como Antártica, Ártico e Groenlândia seguem em evidência, enquanto áreas tropicais e remotas — Kimberley, Polinésia Francesa, Galápagos e Costa da África — registram expansão considerável. Nessas viagens, os passageiros participam ativamente, acompanhando pesquisadores, mergulhando com biólogos marinhos e interagindo com comunidades locais, promovendo experiências imersivas e impacto positivo.
Turismo do futuro
De acordo com a Organização Mundial do Turismo, no primeiro trimestre de 2025, a Ásia e o Pacífico recuperaram 82% das chegadas internacionais registradas antes da pandemia, enquanto a África alcançou 96%, as Américas 99% e a Europa já atingiu 100%.
O Oriente Médio apresentou desempenho expressivo, superando em 22% os níveis de 2019. A recuperação, contudo, tem sido desigual: a Ásia avançou de forma mais gradual devido à reabertura tardia de alguns destinos, ao passo que outras regiões já retomaram ou até superaram os níveis pré-pandemia.






