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Benefício que você não lembra que existe coloca R$ 2.800 na sua conta

Por Leticia Florenço
11/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Benefícios sociais - Foto: (Imagem/Reprodução)

Benefícios sociais - Foto: (Imagem/Reprodução)

Em 2025, um benefício trabalhista que muitos brasileiros nem lembram voltou. Valores esquecidos do PIS/Pasep depositados entre 1971 e 1988. A boa notícia é que cada trabalhador pode resgatar até R$ 2.800, mas o prazo é para janeiro de 2026.

Entre as décadas de 70 e 80, o governo exigia que empresas privadas e órgãos públicos depositassem dinheiro em contas individuais de cada trabalhador.

  • O PIS beneficiava quem atuava na iniciativa privada;
  • O Pasep, quem trabalhava no serviço público.

Esses valores funcionavam como uma espécie de poupança, rendendo ao longo do tempo, mas muitas vezes esquecidos pelos próprios titulares. Com a Constituição de 1988, esse modelo individual acabou, e os depósitos passaram a financiar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ainda assim, os saldos antigos permaneceram nas contas, intocados.

Quem pode resgatar

O saque é restrito a quem:

  • Trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 1988;
  • Nunca retirou os valores;
  • Não transferiu os recursos automaticamente para o FGTS em 2020.

Se o trabalhador já faleceu, os herdeiros legais também podem reivindicar o valor mediante apresentação de documentos que comprovem o vínculo familiar.

Quanto você pode receber

Os valores variam de acordo com tempo de serviço e correção monetária. A média estimada é de R$ 2.800, mas quem teve mais de um emprego formal pode ter saldos maiores, somando contas diferentes.

O acesso foi facilitado pelo Governo:

  • Aplicativo FGTS (Caixa Econômica Federal): Para trabalhadores do setor privado (PIS). Permite consulta, verificação de elegibilidade e saque direto pelo app.
  • Repis Cidadão (Banco do Brasil): Para servidores públicos (Pasep). Consulta e solicitação totalmente digitais, inclusive para herdeiros.

Documentos necessários:

  • Titulares: RG ou CNH, CPF, número do PIS/Pasep e dados bancários;
  • Herdeiros: Certidão de óbito, documentos de identificação e comprovante de vínculo familiar.

Todos os pedidos devem ser feitos até 31 de janeiro de 2026. Após essa data, o dinheiro volta para os cofres da União, e o direito de resgate é perdido.

Com até R$ 2.800 disponíveis por pessoa, é um incentivo não apenas para reforçar o orçamento pessoal, mas também para valorizar direitos trabalhistas históricos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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