Uma revisão sistemática com meta-análise publicada no Journal of the COPD Foundation reuniu evidências de diferentes estudos sobre a técnica de uso de inaladores por pacientes com asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
O levantamento analisou centenas de avaliações envolvendo pacientes e profissionais de saúde em diversos contextos clínicos e populacionais, com o objetivo de identificar falhas recorrentes no manuseio desses dispositivos, fundamentais para o controle das doenças respiratórias.
Uso incorreto da bombinha de asma
Os resultados revelam um cenário preocupante. Cerca de 86,7% dos pacientes avaliados cometeram pelo menos um erro durante o uso do inalador, enquanto 76,9% executaram de forma incorreta pelo menos 20% das etapas necessárias para a administração adequada do medicamento.
Erros mais comuns incluem:
- Não expirar completamente antes da inalação
- Falta de coordenação entre acionamento e inspiração
- Não manter a respiração após a inalação
O estudo também chama atenção para falhas observadas entre profissionais de saúde, responsáveis por orientar o uso correto dos dispositivos.
Apenas cerca de 15,5% dos profissionais demonstraram domínio adequado da técnica, o que compromete diretamente a qualidade da orientação oferecida aos pacientes e contribui para a manutenção dos erros na prática clínica.
Consequências do uso incorreto:
- Pior controle da asma
- Aumento de crises e exacerbações
- Maior risco de internações hospitalares
- Sobrecarga nos serviços de saúde com atendimentos evitáveis
Iniciativas de conscientização
Os autores destacam que a educação em saúde e o treinamento contínuo são fundamentais para reduzir falhas no uso dos inaladores, tanto entre pacientes quanto profissionais.
Ainda assim, o estudo mostra que o problema persiste ao longo dos anos, mesmo com campanhas educativas, o que aponta fragilidades no acompanhamento e na capacitação.
Nesse cenário, iniciativas como a campanha “Respira + Brasil” buscam ampliar o conhecimento sobre o uso correto dos dispositivos, essenciais para o controle da asma.
Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada com tratamento adequado, técnica correta de aplicação e acompanhamento médico regular.





