Embora comer seja fundamental para a sobrevivência, o excesso pode tornar esse ato prejudicial. Mais do que um simples exagero, em alguns casos, ele pode estar ligado a uma condição patológica, como a compulsão alimentar.
Podendo ser causada por diversos fatores, esta condição, caracterizada pela perda de controle sobre o que se come ou o quanto se come, assola cerca de 4,7% dos brasileiros, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A compulsão alimentar foi descrita pela primeira vez em 1959 pelo psiquiatra estadunidense Albert Stunkard, mas só foi incluída no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) a partir de 1994, sendo classificada com o CID F50, que engloba transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia.
Os números da OMS apontam para uma realidade preocupante, já que o índice representa aproximadamente 10 milhões de pessoas afetadas no Brasil. Além disso, a fatia representa quase o dobro da média global, que é de 2,6%.
Os primeiros sinais da compulsão alimentar costumam surgir ainda na infância ou adolescência. Por isso, é fundamental se atentar a esses indícios para evitar que o problema se agrave com o tempo.
Sintomas da compulsão alimentar
O principal sinal da compulsão alimentar é a ingestão excessiva de alimentos em um curto período de tempo, mesmo sem haver fome ou necessidade física evidente. E episódios como estes não são acompanhados de comportamentos compensatórios extremos para a perda de peso como vômito e laxantes.
A condição também é frequentemente acompanhada por sentimentos de angústia subjetiva, incluindo vergonha, nojo e/ou culpa, uma vez que a compulsão alimentar ocorre de maneira praticamente involuntária.
Como tratar a compulsão alimentar?
O primeiro passo para enfrentar a compulsão alimentar é buscar ajuda profissional. Com isso, é possível obter um diagnóstico preciso e definir o tratamento mais adequado para cada caso.
Atualmente, tratamentos com remédios como antidepressivos ou para controle de obesidade e terapias cognitivo-comportamentais tem se mostrado como as melhores soluções. Mas elas só devem ser seguidas após a orientação de um psiquiatra.





