O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou na última quinta feira, 27 de novembro, uma revisão ampla dos green cards emitidos para estrangeiros de 19 países. A medida atinge imigrantes que hoje vivem legalmente no país.
A lista de nações é a mesma que foi alvo das restrições de viagem anunciadas pelo próprio governo Trump em junho de 2025, quando parte desses países teve a entrada totalmente bloqueada e outros passaram a enfrentar limitações severas.
A nova ordem coloca sob análise documentos que garantem residência permanente e reacende o debate sobre segurança e imigração dentro do país.
19 países podem perder o green card após decisão de Trump?
A instrução presidencial foi encaminhada ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), responsável por examinar cada caso.
O comando da agência afirmou que pretende realizar uma checagem completa de todos os green cards concedidos a cidadãos vindos dos países classificados pelo governo como sensíveis.
Segundo a administração Trump, a decisão foi motivada por preocupações de segurança nacional. O governo argumenta que políticas anteriores teriam permitido a entrada de indivíduos que não passaram por avaliações rigorosas.
O green card, documento central nesse processo, autoriza um estrangeiro a viver e trabalhar de forma permanente nos Estados Unidos, sendo um dos passos mais importantes para quem busca estabilidade e futuro no país.
A medida reacendeu atenção sobre o grupo de países afetados, que inclui nações da África, Ásia, Caribe e Oriente Médio. A relação completa pode ser vista abaixo:
- Afeganistão
- Chade
- República do Congo
- Eritreia
- Guiné Equatorial
- Haiti
- Irã
- Iêmen
- Líbia
- Mianmar
- Somália
- Sudão
- Burundi
- Cuba
- Laos
- Serra Leoa
- Togo
- Turcomenistão
- Venezuela
Decisão de Trump ocorre após tiroteio em Washington
A decisão veio apenas um dia depois de um ataque a tiros nas proximidades da Casa Branca, em Washington. O episódio deixou dois soldados da Guarda Nacional gravemente feridos e elevou a tensão no debate político.
Autoridades informaram que o suspeito é um homem do Afeganistão que entrou no país em 2021 por meio da Operação Aliados Bem Vindos.
O programa, criado na gestão Biden, recebeu afegãos que colaboraram com os Estados Unidos durante a presença militar no país e concedeu permissões temporárias de permanência, sem oferecer status imigratório permanente.
Para o governo atual, o caso reforça a necessidade de revisar decisões de imigração tomadas nos últimos anos. A análise dos green cards deve levar semanas e pode afetar milhares de pessoas. O futuro desses residentes ainda é incerto, mas o impacto político já é evidente.






