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Investigados integram Conselho de Ética do Senado

Por Leandro Mazzini

20/09/2019 às 06h52 - Atualizada 19/09/2019 às 20h29

Sete senadores que vão integrar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar são alvos de processos que se arrastam na Justiça. As investigações estão relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, formação de quadrilha, corrupção, caixa dois, improbidade administrativa, sonegação fiscal, entre outros. O colegiado, responsável por receber e analisar representações e denúncias contra senadores, é formado por 15 senadores titulares e mesmo número de suplentes que têm mandato de dois anos.

Lava Jato

Um dos integrantes do Conselho é o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), alvo das investigações da Lava Jato. Recente, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar o senador.

JBS

O processo tem origem na delação de executivos da JBS. Ciro Nogueira, apontam as investigações, teria recebido recursos para a campanha eleitoral de 2014 via caixa dois.

Bancada

Além de Ciro, integram a bancada de investigados do Conselho os senadores Eduardo Gomes (MDB-PI), Confúcio Moura (MDB-RO), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Telmário Mota (Pros-RR), Jayme Campos (DEM-MT) e Nelsinho Trad (PSD-MS).

Alô, Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), recebeu telefonema por volta de 4h30 da madrugada de ontem. Do outro lado da linha, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, breve e lacônico, avisou que a Polícia Federal visitaria o Senado para fazer uma devassa no gabinete do líder do Governo Bolsonaro, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Substituto

O primeiro nome que surgiu nas conversas entre articuladores do Governo para substituir Bezerra na liderança foi o do senador Álvaro Dias (Pode-PR). Mas recuaram. Pesou contra Dias sua posição contrária à indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Urnas
A despeito da proximidade das eleições municipais, daqui um ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai trocar 83 mil urnas eletrônicas dos modelos de 2006 e 2008. A Positivo e Smartmatic foram as duas únicas empresas que entregaram à comissão de licitação do TSE as suas propostas.

Descarte

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À Coluna, o TSE informa que faz o descarte ambientalmente correto das urnas eletrônicas: “Esse processo é realizado por uma empresa contratada pelo Tribunal por meio de licitação”.

CPI

Deputados governistas já têm pronta a peça que levarão ao Supremo Tribunal Federal (STF) se a CPI da Lava Jato for instalada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Alegam que a comissão não tem “fatos determinados”.

Sem pressa

O requerimento com as 175 assinaturas – quatro a mais que necessárias – permanece à espera de decisão de Maia que tem repetido não ter “pressa”.

Indulto

Avançam na Câmara projetos que pretendem cancelar o indulto a penas concedido pelo presidente Michel Temer em 2017 (Decreto 9.246/17). Duas propostas de deputados do PSL passaram pela Comissão de Segurança Pública e seguem para a Comissão de Constituição e Justiça.

Bolão

Um motorista da liderança do PT apostou em cinco cotas e levou cerca de 13 milhões do bolão da Mega-Sena. Ele e outros assessores do partido vão destinar parte do prêmio para quatro copeiras que não participaram da aposta milionária.

Cidadania

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou, por unanimidade, a homologação do Cidadania 23, oficializando o registro do partido sucessor do PPS.

ESPLANADEIRA

# O escritor moçambicano Mia Couto estará em Brasília no dia 25 de setembro. Participará de conversa com leitores na no auditório Camões/Embaixada de Portugal, às 19h00. # A 7° edição do Congresso Brasil-Alemanha de Inovação acontece nos dias 2 e 3 de outubro, em São Paulo.

Leandro Mazzini

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