Fogo na linha

Por Leandro Mazzini, com Walmor Parente, Carolina Freitas e Tom Camilo

A insatisfação continua latente e enorme na Eletrobras, entre seus milhares de funcionários. A Associação de Empregados da Eletrobras soltou uma nota interna acusando a direção de desmonte, de criar um Plano de Demissão Voluntária “irresponsável” e acusa os novos sócios do Governo. “A companhia gastou, só com publicidade, mais de R$ 47 milhões! Outros milhões foram gastos com várias outras consultorias”, informa um trecho. Enquanto isso, a PF entrou no circuito para apurar o apagão nacional da última terça-feira.

Circo!

As revelações do hacker Walter Delgatti na CPMI do 8 de Janeiro foram bombásticas, comemora a oposição a Jair Bolsonaro, mas carecem juridicamente de provas. O fato de ele focar os ataques a Bolsonaro e se negar a responder as perguntas do filho do ex-presidente, senador Flávio _ em especial sobre se foi pago para hackear os celulares de Sergio Moro e Deltan Dallagnol _ reforçou a tese de cunho político seu na CPMI. Delgatti botou fogo no circo do Brasil. Só que todos, inclusive ele, saem chamuscados.

Jogo duplo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) faz jogo de cena ao presidente Lula da Silva e principalmente ao ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), seu conterrâneo. Nogueira está é de olho em uma das duas vagas do Senado no Piauí. Espera ser chamado pelo ministro Dias e ter a garantia de que uma será dele na disputa.

Ministro Kinder Ovo

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Carlos Fávaro, da Agricultura, ganhou ontem na CPI do MST à boca pequena o apelido de ministro Kinder Ovo: vem com surpresinhas. Homem claramente egresso do agronegócio, ele surpreendeu ao dizer que é amigo do MST e que a Aprosoja-MT, entidade que ajudou a fundar, se desvirtuou de seu objetivo inicial e se politizou.

Lobby no TCU

Lobista da Rede Dor de hospitais, Pablo Menezes foi visto junto do Presidente da Agência Nacional de Saúde, Paulo Rebello, na quarta-feira, rondando políticos e ministros do STF para que eles pressionem o presidente do TCU, Bruno Dantas, a tirar da pauta ação que pode abreviar o mandato de cinco agências reguladoras federais. Se conseguirem, o Governo perderá o direito de indicar diretores de várias agências.

Segregação?

O advogado Erinaldo Dantas, presidente da OAB-CE e coordenador do grupo que reúne os presidentes de seccionais das OABs, classifica como “elitista e segregacionista” a proposta feita por dirigentes da OAB-SP para mudar a forma de eleger o presidente nacional para peso do voto pela proporcionalidade de associados. Segundo Dantas, a OAB segue o federalismo estabelecido pela Constituição. Hoje, advogados(as) de todos os estados elegem seus representantes que, por sua vez, elegem a diretoria nacional.

Leandro Mazzini

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