Como as empresas estão se aproximando dos profissionais da geração Z?

A geração Z é a maior desde os baby boomers e, hoje, já representa uma parcela significativa da força de trabalho atual. Isso significa que estamos rompendo com o comportamento de gerações anteriores, que costumavam buscar estabilidade em suas carreiras, e aprendendo a lidar com profissionais muito menos tolerantes a ambientes de trabalho que não atendem às suas expectativas.

Por Marcelle Larcher

Conectando com as reflexões que já fazemos aqui na coluna há algum tempo, sabemos que a geração Z é a maior desde os baby boomers e, hoje, já representa uma parcela significativa da força de trabalho atual. 

 

Sabe o que isso significa? Que estamos rompendo com o comportamento de gerações anteriores, que costumavam buscar estabilidade em suas carreiras, e aprendendo a lidar com profissionais muito menos tolerantes a ambientes de trabalho que não atendem às suas expectativas.

 

A geração Z busca por propósito, flexibilidade, autonomia, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, oportunidades de desenvolvimento, dentre outros fatores e se não encontram, trocam de emprego sem hesitar.

 

Atentas a esse movimento, já existem até mesmo empresas criando cargos específicos com a função de aproximar-se e criar conexões reais com esses profissionais. O objetivo é desenhar ambientes de trabalho que compreendam as necessidades e demandas para atrair e reter talentos a longo prazo. 

Job Hopping

Dados do Ministério do Trabalho e da Previdência apontam uma tendência da das novas gerações a ficar menos de 3 meses no mesmo emprego. 

 

Esse fenômeno tem nome, Job Hopping, e consiste em um movimento que vem se naturalizando, onde profissionais não param em um único trabalho e mudam de empresa com frequência, de forma voluntária. 

 

Na contramão de gerações anteriores, a Z tende a só permanecer em uma organização se houver oportunidade de crescimento rápido, não há tempo para ficar estagnado.

 

Essa nova leva de profissionais também demonstra uma inversão de valores que os fazem agir diferente. O dinheiro que ganham não é mais importante do que qualidade de vida, o impacto e relevância do seu trabalho para o mundo/sociedade. Então, esse conjunto de fatores precisa estar em equilíbrio para que ele não procure por um novo emprego.

Como as empresas devem se adaptar

Como mencionei, o grande desafio das empresas agora é a virada de chave em direção ao que dita as novas gerações.

 

Atrair e reter talentos da geração Z, não só é necessário conforme esses profissionais vão se tornando maioria no mercado de trabalho, mas é também uma vantagem competitiva e oportunidade de fazer as coisas de um jeito diferente. E tenha certeza que essas mudanças são positivas, devido ao grande potencial que a geração Z apresenta ter.

 

Veja as principais características e necessidades dessa geração que estão fazendo com que empresas contratem um ZEO, que nada mais é que um especialista para dialogar e se aproximar desses novos profissionais. 

 

Educação e habilidades: é a primeira geração a crescer completamente imersa na era digital, o que os torna nativos tecnológicos. O acesso a uma ampla gama de informações e recursos educacionais online, ao longo da sua formação pessoal e profissional também pode resultar em altos níveis de educação e qualificação. 

 

A geração Z tende a ser altamente adaptável às mudanças tecnológicas e possui habilidades valiosas, como pensamento crítico, resolução de problemas e colaboração em equipe.

 

Diversidade e inclusão: estamos falando de uma geração mais diversificada em termos de origem étnica, identidade de gênero, orientação sexual e cultura, então tendem a valorizar a igualdade e a justiça social no ambiente de trabalho. 

 

Empresas que promovem uma cultura inclusiva e diversificada têm mais chances de atrair e reter esses  talentos.

 

Ambiente de trabalho flexível: procuram oportunidades de trabalho que sejam compatíveis com seu estilo de vida e que permitam uma maior integração entre trabalho e vida pessoal.

 

Propósito e impacto: valorizam o propósito e o impacto social de seu trabalho e buscam empresas que tenham uma missão clara e estejam genuinamente comprometidas com a responsabilidade social corporativa.

 

Empreendedorismo: possuem uma mentalidade voltada para resultados, são autossuficientes e têm uma abordagem empreendedora para a vida profissional. Portanto, buscam empresas que oferecem oportunidades de desenvolvimento empreendedor e autonomia no trabalho.

 

 

MARCELLE GERACAO

Marcelle Tristão

Marcelle Tristão

Marcelle Tristão é colunista do jornal Tribuna de Minas e da TV Alterosa, onde apresenta o quadro Negócios e Carreira. É mentora estratégica em liderança, negócios e carreira, palestrante e fundadora do Grupo M.Tristão, um ecossistema voltado ao desenvolvimento de pessoas e organizações.É coautora do livro Mulheres na Liderança: o poder de uma mentoria, pela Editora Leader, contribuindo ativamente para a formação e fortalecimento de lideranças femininas no Brasil.Conveniada à Fundação Getulio Vargas (FGV) em Juiz de Fora, é psicóloga e educadora com mais de 30 anos de experiência. Está à frente da Tristão Escola de Negócios, iniciativa dedicada à formação executiva e ao desenvolvimento de competências estratégicas para o mercado contemporâneo.Com mais de 1.000 horas de mentoria realizadas com CEOs, executivos de alto escalão e empresários, é especialista em gestão comportamental e inteligência emocional. Atua com foco em decisões, posicionamento e fortalecimento de lideranças em contextos cada vez mais digitais, exigentes e competitivos.

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também