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Marco Juiz-forano


Por GUSTAVO PENNA

22/10/2015 às 07h00- Atualizada 22/10/2015 às 08h46

marco goiano leo
Marco Goiano fez um gol e deu três assistências nos últimos dois jogos (Leonardo Costa)

A campanha que levou o Tupi ao acesso na Série C foi marcada pela superação. Seja em campo ou fora dele, o Carijó enfrentou dificuldades que fizeram o sucesso ser ainda mais comemorado. Mas o simbolismo da conquista foi especial para o meia Marco Goiano. Fortemente criticado durante o Campeonato Mineiro, o camisa 10 deu a volta por cima, recuperou a titularidade e brilhou nos jogos contra o ASA-AL, fazendo um gol e dando assistência para os outros três do Galo.

“Foi inexplicável. Quem me acompanhou desde que cheguei ao Tupi sabe o que eu passei. Fui muito questionado, mas creio muito em Deus. Minha esposa também foi uma guerreira e sempre me ajudou. Só quem faz o gol sabe. Relembrei tudo que vivi, veio um filme na cabeça. O Tupi e esse grupo merecem. Ficamos 18 rodadas no G4, em uma Série C com grande nível de competitividade. Tenho que agradecer muito a Deus e a todo mundo que depositou confiança em mim. O grupo está de parabéns. A luta é grande, mas a vitória é certa”, comemora Marco Goiano, revelando ser identificado com Juiz de Fora.

“Vou falar de coração, sem jogar conversa fora. Minha esposa tem conversado muito, dizendo que gostou muito daqui. Falou até para quando eu encerrar a carreira a gente vir morar em Juiz de Fora. Foi uma cidade que nos acolheu muito bem. O povo mineiro é igual ao goiano, todo mundo quer ajudar. Ela se identificou muito e quer que eu renove. Está entregue nas mãos de Deus. Mas independente do que venha a acontecer, pode ter certeza que Juiz de Fora vai ficar para sempre no nosso coração.”

Enquanto aguarda a oportunidade de seguir no Carijó, o meia torce pela manutenção da base como um importante primeiro passo para o sucesso em 2016. “Já vivi essa experiência de subir com um time, e o presidente mandou todo mundo embora, ficando apenas dois ou três, e no outro ano caiu. Acho muito importante manter uma base e completar com outros jogadores. Mas isso fica para a parte administrativa e a gerência. Eles vão decidir. Quem continuar terá que encarar a Série B totalmente diferente da C.”

Volta ao batente

Ontem foi dia de volta aos treinamentos para o Tupi. Em atividade no Estádio Municipal, os titulares fizeram um treino regenerativo, buscando aproveitar o pouco tempo até o primeiro jogo da semifinal, sábado, às 19h30, no Mário Helênio, contra o Londrina, um adversário que foi a pedra no sapato do Carijó na primeira fase.

“Não vejo como revanche. No primeiro jogo (derrota por 1 a 0, em Juiz de Fora) contra eles, tivemos problemas com cartões, e a Copa do Brasil influenciou muito. No segundo jogo (derrota por 3 a 0, no Paraná), já estávamos classificados. Mas, com todo o respeito à equipe do Londrina, temos condição de reverter isso. Agora é totalmente diferente. Nosso foco se fortaleceu novamente. Vai ser um jogo difícil, duro, mas não vai ter a facilidade de quando eles ganharam da gente”, afirma Marco Goiano.

Para a partida de sábado, o técnico Leston Júnior não poderá contar com Bruno Ré, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Por outro lado, o volante Genalvo, que ficou fora do jogo decisivo contra o ASA por estar com dores na coxa esquerda, participou normalmente do treinamento e não deve ser problema para entrar em campo.