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Virou caso de polícia


Por GUSTAVO PENNA

30/09/2015 às 07h00- Atualizada 30/09/2015 às 08h25

Não bastassem as três derrotas consecutivas na reta final da fase de grupos da Série C, o Tupi vive momento conturbado também fora de campo. Após o Carijó ser batido no domingo pelo Brasil, por 3 a 0, no Estádio Municipal, os celulares de alguns jogadores do elenco teriam recebido mensagens com ameaças de morte em caso de fracasso na luta por uma vaga na Segunda Divisão.

O clube emitiu nota oficial repudiando o ato, afirmando que “os atletas foram orientados a registrarem boletim de ocorrência para que o fato seja investigado. Isso foi feito na noite desta segunda-feira (28), quando o vice-presidente do Conselho Gestor, Cloves Santos, acompanhou um grupo de jogadores até um posto policial.”

Segundo o Registro de Eventos de Defesa Social (REDS), que reúne as informações prestadas no boletim de ocorrência, três atletas representaram o grupo. Foi relatado no documento que um dos jogadores “recebeu uma mensagem via Whatsapp onde o emissor ameaça de morte o elenco do time caso não obtenha o acesso à Série B”. Porém, o documento não cita se foi fornecido o número do remetente da mensagem, informação que facilitaria a identificação dos envolvidos.

Durante o treinamento de ontem, no campo da UFJF, a assessoria de imprensa do clube informou que atletas e comissão técnica não iriam se pronunciar publicamente sobre o fato. Já o dirigente Cloves Santos não retornou as ligações da Tribuna.

A definição da vaga na Segunda Divisão do Brasileirão vai acontecer em jogos de ida e volta pelas quartas de final da Série C. No sábado, às 19h, Tupi e ASA-AL fazem a primeira partida da decisão, no Estádio Municipal. O técnico Leston Júnior poderá contar com as voltas do zagueiro Fabrício e do volante Genalvo, após cumprirem suspensão. Por outro lado, Bruno Aquino recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora do duelo. O jogo de volta está marcado para o dia 19 de outubro, às 20h30, em Arapiraca.