Hora de passar a régua

Marco Goiano admite que time deu uma relaxada nos últimos jogos


Após 17 rodadas, é chegado o momento de encerrar a fase de grupos da Série C do Brasileirão. Ao longo de toda a campanha, o Tupi permaneceu no G4 e ganhou o respeito dos adversários. Porém, com derrotas nas duas últimas rodadas, o Carijó precisa se impor aos olhos do torcedor que irá comparecer hoje ao Estádio Municipal, quando a equipe encara o Brasil de Pelotas, às 16h. Mas encontrará um adversário precisando da vitória. Em quarto lugar, o time gaúcho é seguido por Juventude e Guarani, todos empatados com 26 pontos, e vive jejum de seis confrontos sem vencer.
“Esse jogo é muito importante. A gente vinha em uma sequência muito boa. Atingimos nossa meta de 30 pontos e a classificação”, avalia o meia Marco Goiano, que, diferente de outros colegas, não está pendurado com dois cartões amarelos e por isso vai para o jogo. “Queira ou não, demos uma relaxada nos últimos dois jogos. Mas não podemos deixar de lembrar que a última impressão que vai ficar é esse jogo com o Brasil. O Leston já alertou, então estamos bem confiantes para buscar a vitória e entrar de novo no páreo. Você não pode vir de três derrotas para buscar o acesso. Sabemos que esse jogo é importante.”
Os jogadores pendurados têm sido a grande dor de cabeça para o técnico Leston Júnior. O planejamento inicial de zerar os cartões do elenco ao longo das duas rodadas anteriores não foi cumprido pela dificuldade encontrada em campo, e agora tanto a comissão técnica quanto a diretoria temem a possibilidade de perder atletas importantes nos dois jogos decisivos para o acesso, nas quartas de final. Estão sob risco o goleiro Glaysson, os laterais Osmar e Bruno Ré, o zagueiro Sidimar, o volante Felipe Alves, o meia Kaio Wilker e o atacante Bruno Aquino. Enquanto Rafael Jataí e Vinícius Kiss voltam de suspensão, Fabrício e Genalvo receberam o terceiro cartão amarelo contra o Londrina e não vão jogar contra o Brasil.
Lula-lá
Com a ausência de Fabrício, o zagueiro Lula receberá a segunda oportunidade como titular do Tupi. A primeira foi contra o Juventude, na 16ª rodada, com derrota carijó por 2 a 0. Apesar de fazer mistério sobre a decisão do técnico, o defensor afirma estar seguro para encarar o desafio. “Tenho a confiança do treinador e de toda a comissão técnica. Já joguei com o Sidimar contra o Juventude, então a expectativa é boa. Que possamos fazer um bom jogo e pontuar, que será muito importante. Sabemos que, se nos classificarmos pelo menos em segundo, vamos ter a vantagem de decidir em casa na próxima fase”, reconhece Lula.
Para terminar na liderança do grupo B, o Tupi precisa vencer e torcer por um tropeço do Londrina, fora de casa, contra o já rebaixado Madureira. Para o Carijó garantir ao menos a segunda posição, basta um empate. Em caso de derrota, a torcida é por um tropeço da Portuguesa, que joga em casa contra o Tombense. O adversário do Alvinegro nas quartas de final sairá do grupo A, podendo ser Vila Nova-GO, Fortaleza, ASA-AL, Confiança-SE ou América-RN.









