Ouça agora

Grupo de trabalho

Por Paulo César Magella

Lideranças políticas que fazem parte da Frente Parlamentar da Zona da Mata estão preocupadas com ações do Governo estadual. No seu entendimento, o Estado não só estaria provocando ruídos na relação com o setor produtivo mas também não está cumprindo o que foi acertado com os deputados, quando estes lhe entregaram um documento com as demandas da região. Ontem, os deputados Noraldino Júnior (PSC) e Antônio Jorge Marques (PPS) não escondiam esse desapontamento. Uma das questões foi o grupo de trabalho criado pelo governador – e encabeçado pela Secretaria da Fazenda – para tratar do regime especial tributário. Ele não foi suspenso, mas a simples especulação levou instabilidade para os empresários. Em Além Paraíba, o grupo Zamboni, responsável por mais de mil empregos diretos, está sob o risco de atravessar o Paraibuna e migrar para o Rio de Janeiro.

Não cumpriu

A queixa dos deputados é o não cumprimento do que foi acertado. A secretaria tem promovido reuniões, mas não está ouvindo a instância política. Noraldino relatou que recentemente marcou uma audiência com o secretário da Fazenda, mas o grupo foi recebido apenas pelo secretário-executivo, que, em vez de solução, pediu sugestões, quando estas já estavam contidas em documento entregue pela bancada ao próprio governador. “Dessa forma não dá para trabalhar. Vamos insistir, pois é nosso papel, mas o Governo precisa cumprir sua parte”, alertou. O grupo de trabalho tem até outubro para elaboração de um documento final.

 

Júlia Pessôa

Júlia Pessôa

Jornalista, mestra em Redes, Estéticas e Tecnoculturas, especialista em Gênero e Sexalidades, e doutoranda em Ciências Sociais, tendo como casa a UFJF. Realizou estágio doutoral na Universidade de Aveiro, Portugal, onde ainda integra o grupo de pesquisa Género e Performance (GECE). Foi repórter da Tribuna de Minas por mais de dez anos, passando por todas as editorias do jornal, especializando-se ao longo do tempo, em coberturas de direitos humanos, gênero, cultura e gastronomia. É professora universitária, pesquisadora, feminista e, acima de tudo, curiosa. Retorna à Tribuna como coordenadora editorial da redação.

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também