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Brasileiros podem sentir novo aperto no supermercado: inflação dos alimentos volta a subir após período de alívio

Inflação de alimentos em outubro mais que dobrou ante o período anterior, chegando a 0,88%, com tomate, cebola e batata liderando os aumentos.


Por Clyverton Silva

27/10/2026 às 20h36

Brasileiros podem sentir novo aperto no supermercado: inflação dos alimentos volta a subir após período de alívio
Foto: Gustavo Fring/Pexels

Os preços dos alimentos e bebidas aceleraram novamente desde setembro, sinalizando pressão contínua nas próximas compras. De junho a agosto, os brasileiros tiveram um alívio com quedas de preços, mas a virada chegou em setembro com alta de 0,83% no grupo alimentação.

Neste acumulado de janeiro a setembro de 2026, os alimentos e bebidas subiram 4,37% — acima da média geral de inflação, que ficou em 3,95%. A situação fica mais clara quando se observa a prévia de outubro: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) mostra que a inflação de alimentos mais do que dobrou, passando de 0,40% no período anterior para 0,88%.

Como funciona o Índice que antecipa a inflação

O IPCA-15 coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos nas principais capitais do país. O período de coleta começa no dia 16 do mês anterior.

Esse recorte o diferencia do IPCA oficial, que tem abrangência geográfica e período de coleta distintos — por isso funciona como prévia do indicador que mede a inflação oficial.

Algumas capitais sofreram aperto ainda maior no bolso: Porto Alegre registrou alta de 5,91%, Aracaju 5,71%, Goiânia 5,52%, Vitória 5,14%, Fortaleza 4,69%, São Paulo 4,65% e São Luís 4,46%. No acumulado do ano, tubérculos e raízes dispararam 46,54%, leite e derivados subiram 12,47% e cereais, leguminosas e oleaginosas cresceram 10,74%.

Tomate, cebola, batata-inglesa e arroz lideraram os aumentos de outubro, com altas de 24,54%, 13,63%, 10,96% e 5,80% respectivamente.