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Enquanto o Grêmio acumula R$ 811 milhões em dívidas, Internacional ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão

Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo têm 45 dias para quitar dívidas sob risco de transfer ban.


Por Clyverton Silva

22/10/2026 às 21h37

Enquanto o Grêmio acumula R$ 811 milhões em dívidas, Internacional ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão
Foto: Reprodução/Instagram @scinternacional

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol criou um painel com dados atualizados sobre as obrigações financeiras dos clubes das Séries A e B. O Grêmio acumula R$ 811 milhões em passivo, enquanto o Internacional, rival gaúcho, registra R$ 1,05 bilhão e fica à frente do Grêmio no ranking de devedores do estado.

Os valores refletem os balanços financeiros até 31 de dezembro de cada ano. A plataforma da agência permite consultar, para cada equipe, a dívida total e os pagamentos em atraso — salários, transferências e impostos que precisam ser relatados três vezes ao ano.

O cenário nacional das dívidas

No ranking geral de devedores, o Grêmio ocupa a 12ª posição entre os maiores devedores do país, enquanto o Internacional fica em 6º lugar. O Atlético-MG lidera o ranking nacional com R$ 2,66 bilhões, seguido pelo Corinthians, com R$ 2,08 bilhões.

Os clubes da Série A devem, juntos, R$ 17,34 bilhões, enquanto as equipes da Série B acumulam R$ 2,65 bilhões.

A dívida total dos 40 clubes chegou a R$ 19,99 bilhões após a Anresf modificar seu critério de cálculo, passando a considerar apenas valores que os clubes terão que desembolsar, desconsiderando receitas antecipadas. Apenas seis clubes da Série A declaram não ter pagamentos vencidos até 30 de junho: Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino.

Prazos e sanções em vigor

Nesta semana, a agência impôs ao Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo prazos de 45 dias para quitarem dívidas contraídas neste ano, sob pena de transfer ban.

A partir de novembro, conforme o regulamento de Fair Play Financeiro que começou em janeiro de 2026, as sanções passam a atingir também dívidas anteriores a este ano. A transição permitiu que os clubes se organizassem financeiramente, mas o prazo final pressiona as equipes endividadas a regularizarem suas contas.