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Especialistas explicam o que pode mudar na saúde mental dos trabalhadores com o fim da escala 6×1: redução da jornada pode diminuir o estresse, melhorar o sono e devolver tempo para a família e o descanso

Jornadas menores também podem melhorar o ambiente corporativo.


Por Clyverton Silva

19/10/2026 às 10h32

Especialistas explicam o que pode mudar na saúde mental dos trabalhadores com o fim da escala 6×1: redução da jornada pode diminuir o estresse, melhorar o sono e devolver tempo para a família e o descanso
Foto ilustrativa: Burst/Pexels

A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas foi promulgada. O debate agora gira em torno dos efeitos da medida. Setores produtivos avaliam custos e desafios operacionais.

Especialistas em saúde mental e gestão de pessoas ouvidos pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios apontam que jornadas menores podem favorecer o descanso, reduzir o desgaste emocional e melhorar indicadores como engajamento, retenção de talentos e afastamentos ligados à saúde mental.

Wysllen Thayelwisk, professor de Psicologia da Estácio, disse a Pequenas Empresas & Grandes Negócios que o organismo precisa de recuperação após esforços físicos, emocionais e cognitivos. Segundo ele afirmou à publicação, quando esse tempo não é respeitado, o risco de acúmulo de estresse aumenta. Conforme relatou, a redução da jornada amplia as possibilidades de recuperação e diminui a exposição a riscos psicossociais. Trabalhadores com jornadas longas conciliam emprego, deslocamento, casa e família, e o sono costuma ser o primeiro a ser sacrificado.

Melhora do ambiente corporativo

Jornadas menores também podem melhorar o ambiente corporativo. A medida contribui para engajamento, atração e retenção de talentos. Quem tem mais tempo de descanso preserva melhor concentração, tomada de decisão e resolução de problemas. Descanso não é o oposto de produtividade, mas uma condição para sustentar o desempenho.

A recuperação física e mental reduz faltas e afastamentos. Uma pessoa exausta pode cumprir horários, mas estar presente não significa entregar o melhor. Os efeitos são mais visíveis em atividades com jornadas longas, escalas e pouca autonomia, como comércio, alimentação, hotelaria, limpeza, segurança e saúde.